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sexta-feira, 23 de junho de 2017


Nota: 4.5/5 estrelas
Autor: Sarah J. Maas
Série: Corte de Espinhos e Rosas, livro 3
Editora: Bloomsbury USA Childrens
Páginas: 705
Essa resenha contém spoilers do livro anterior, Corte de Névoa e Fúria, por isso, cuidado com as palavras a seguir.
*"Um pesadelo, eu dissera à Tamlin. Eu era o pesadelo.
Feyre retornou para a Corte Primaveril, determinada a reunir informações sobre as manobras de Tamlin e o rei invasor que ameaça destruir Prythian. Mas para fazer isso, ela deve jogar um jogo mortal de enganação – e um deslize pode significar a ruína não só para Feyre, como para seu mundo também. À medida que a guerra se aproxima de todos eles, Feyre deve decidir em quem confiar dentre os deslumbrantes e letais Grão-Senhores – e procurar por aliados em lugares inesperados.
Neste emocionante terceiro livro na série best-seller #1 do New York Times de Sarah J. Maas, a terra será pintada de vermelho, conforme poderosos exércitos lutam pelo poder sobre a única coisa que poderia destruir a todos eles.”
                     *Tradução pessoal

Eu queria muito poder dar 5 estrelas para esse livro, afinal a conclusão da história da Feyre foi digna de excelência. No entanto, quando comparado ao segundo volume, ACOWAR (a linda abreviação desse volume) acaba por ser ofuscado pela maravilhosidade que foi o volume anterior, e apesar de ter amado essa conclusão, tive alguns problemas quanto à sua execução.

Creio que a autora tenha sido muito ambiciosa quanto à história que queria escrever, pois esse terceiro volume possui 700 páginas, mas o andamento da narrativa é muito lento, intercalado de pequenos tiros estratégicos, e o confronto esperado com Hybern somente acontecendo nos últimos 30% da leitura. Você fica com um sentimento de “Tá tudo muito tranquilo... E a guerra? E mortes? E Hybern? Vocês vão realmente ficar sentadinhos aí, batendo papo?”

Apesar disso, tais partes foram compensadas com a interação de Feyre com as irmãs e a preparação de todas para a luta contra Hybern. O relacionamento fraternal entre elas foi um dos melhores pontos do livro, pois depois daquele final em “Névoa e Fúria” uma de minhas maiores curiosidades era como Feyre iria se adaptar a nova dinâmica, mas principalmente como Nesta e Elain iriam reagir, e posso dizer que não fiquei desapontada, ainda mais com as novidades que elas trouxeram.

Não pude deixar de me sentir um pouco desgostosa com o fato de Feyre estar na Corte Primaveril no começo do livro. Não que sua presença tenha me incomodado, mas sim o modo como ela exerceu sua influência e seus planos para Tamlin, que me pareceram um tanto simples e sem profundidade em sua “espionagem”. Em compensação, pudemos aproveitar o renascimento de sua amizade com Lucien.

Feyre foi uma das melhores protagonistas que tive o prazer de conhecer e sua evolução através dos livros foi notável, ela comete erros e aprende com eles, mas apesar de tudo a pessoa que mais se destaca nesse volume é Nesta. Só nos foi dado um pequeno vislumbre da complexidade que envolve essa personagem e torço com todas as forças para que o livro do próximo ano seja o dela.

Finalmente após dois volumes conhecemos melhor os Grão-Senhores das outras cortes, assim como suas relações territoriais. Expandindo ainda mais o mapa, novos lugares nos são apresentados, assim como antigos personagens retornam à cena e novos rostos são acrescentados ao numeroso elenco dessa saga. Focando muito mais nos campos de batalha e nas outras cortes, aprendemos mais sobre o mundo de Prythian, assim como ficamos sabendo sobre a história de criaturas como a Amren, o Entalhador de Ossos e a Tecelã.

O fato de que a autora já havia anunciado anteriormente que iria continuar a série, mas com outros personagens como principais, abriu muito espaço para que ela introduzisse diversos plots para os personagens secundários (tem plot pra um caramba), e com tantas pontas soltas, você acaba a leitura nervosa pelo próximo volume, principalmente em relação a tantos shipps que são formados (e destruídos). 

Um dos clichês que aparentemente é o novo hype da autora é se utilizar do método deus ex machina para livrar a cara de todos os seus personagens. Quando bem utilizado você até pode relevar o fato de ser um clichê, mas no caso desse livro (e de Império de Tempestades, onde ela faz o mesmo) acaba por passar uma imagem de preguiça e medo de ferir os sentimentos dos leitores (minha visão, oks?)

Tantas coisas mais eu gostaria de dizer sobre essa conclusão, mas já me estendi por demais e a resenha já está enorme. Termino dizendo que essa é uma conclusão excelente para esse primeiro arco da série, que nos deixa com a promessa de que os futuros volumes serão ainda melhores (mas nada supera “Névoa e Fúria”, aquilo foi perfeição).

Quais são as expectativas de vocês para esse livro?

Beijinhos!

Onde achar: AMAZON / CULTURA / SARAIVA
Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB


Nota: 4.8/5 estrelas
Titulo original: Empire of Storms
Autor: Sarah J. Maas
Série: Trono de Vidro, livro 5, Tomo 1 e 2
Editora: Galera Record
Páginas: Tomo 1 - 364 / Tomo 2 - 322
Antes de serem traídos pelo atual rei, os Galathynius reinaram em Terrasen por séculos. E agora Aelin deseja recuperar a coroa e voltar a seu trono de direito... Mas o caminho até lá é longo e sinuoso. Amigos serão perdidos, lealdades serão quebradas e alianças inesperadas surgirão. Com a vida e poder jurados ao povo que está determinada a salvar, a antiga assassina, conhecida como Celaena Sardothien, colocará a própria segurança em risco para proteger os seus. Mas a única salvação está numa relíquia enterrada nas ruínas de um velho pântano.
Nesse livro é que começamos a ver o cenário de guerra se materializar, os personagens escolhendo seus aliados, inimigos, ou até mesmo escolhendo um lado e acabando em outro. Falemos então dos personagens.

Aelin começa a tomar uma postura realmente de rainha, onde ela escolhe em que momentos agir sozinha e em que momentos compartilhar, eu particularmente vi uma rainha nesse livro e espero que todos também tenham visto. Claro que muitas vezes suas atitudes podem ser confundidas como egoístas, mas ao meu ver totalmente razoáveis dadas a circunstâncias.

Gente, o que aconteceu com o Dorian nesse livro? Eu esperava um rei ressurgindo das cinzas, mas não! Dorian realmente ficou apagado nesse livro, parecia um membro submisso da corte de Aelin, o que está totalmente errado já que ele é o Rei de Adarlan!!! Espero mesmo que nos próximos livros eu veja um Dorian forte, vivo e mandando a nossa Rainha calar a boquinha de vez em quando, o que não faz mal pra ninguém e ela ás vezes merece mesmo.

Eu esperava que a autora fosse explorar mais o nosso rei, agora que ele não está ao lado de Chaol, que por sinal (Graças a Deus, na minha opinião) não marca presença nesse livro, mas será peça-chave no próximo (pra minha desgraça).

Preciso confessar que amei a dinâmica Elide e Lorcan se ajudando e desconfiando ao mesmo tempo, era uma das partes do livro que eu mais gostava de ler. E nosso príncipe feérico maravilhoso? SIM SIM SIM, VAMOS FALAR DELE! Gente, esse livro não pertence a Aelin, me desculpem mas pertence a Rowan, ele cresce como personagem assustadoramente do meio para o final. E é claro eu adorei, porque eu amo ele, então se ele fica bem, EU fico bem hahahah.

Manon minha personagem preferida nessa saga, assim como Dorian, ficou extremamente apagada. Eu realmente esperava mais sabe? Que colocaria banca na p**** toda! Mas não foi bem o que aconteceu, no entanto acredito que nossa Líder Alada fará isso no próximo livro, já que encontrou seu propósito em meio à guerra. Coisa que o maravilhoso do Dorian ainda não conseguiu encontrar (no quinto livro...), ou seja ele continua na sofrência eterna.

Como eu sou a rainha dos spoilers, não falarei mais sobre a história. Só vou dizer que fiquei muito revoltada com a divisão dos livros no início, mas que quando estava lendo (coisa que eu faço na maior parte do tempo na rua) eu realmente amei a divisão, porque ficou muito mais fácil de carregar o mesmo, e a editora soube dividir a história muito bem. O final dos dois tomos deixa você sem ar, só tem isso pra dizer.

E vocês, o que acharam? O que esperam do próximo livro? Deixe aqui nos comentários!!

Até a próxima!

Tomo 1
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Outras opiniões: GOODREADS/ SKOOB


Tomo 2
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Nota: 5/5 estrelas
Título original: A Court of Mist and Fury
Autor: Sarah J. Maas
Série: Corte de Espinhos e Rosas, livro 2
Editora: Galera Record
Páginas: 658
Essa resenha contém spoilers do livro anterior, Corte de Espinhos e Rosas, por isso, cuidado com as palavras a seguir.
O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.
Aquele que foi o melhor livro de 2016 e que merece todas as estrelas que existem no céu, pois ele é honestamente uma das melhores continuações que já li! Sarah J. Maas mostra que sabe nos manter presos numa história e que se é pra ser excelente, que seja então recheado de tiros.

Esse volume explora principalmente o autodescobrimento da Feyre, que depois dos acontecimentos de Sob a Montanha precisa entender melhor a pessoa na qual se tornou e qual seu lugar entre os feéricos. O começo do livro se mostra lento, mas condiz com seu estado mental, por conta da hesitação dela em saber o que verdadeiramente quer.

Seus pensamentos negativos me irritaram um pouco, mas era uma fase que ela precisava passar para readquirir sua confiança, pois os traumas do primeiro livro só poderiam ser superados com a ajuda das pessoas certas. O que me traz ao por que o Tamlin me irritou tanto! Eu consigo entender seu lado, e assim como a Feyre, ele também sofreu nas mãos de Amarantha, mas não posso perdoar suas decisões, principalmente quando agiu de maneira tão machista e condescendente, privando que ela tivesse uma voz no relacionamento dos dois.

E ressaltando agora o melhor macho alfa que poderia existir, temos Rhysand. Galanteador, arrogante e charmoso, ele também se mostra incrivelmente gentil e carinhoso, carregando um grande peso como Grão-Senhor da Corte Noturna. Anteriormente, vimos a máscara que ele usava com os outros e aqui podemos conhecer a fundo o personagem e a sua história de vida, que é de cortar o coração e me deixou abaladíssima. 

Talvez o grande highlight desse livro, seja a introdução dos novos personagens e não há melhores pessoas que o Círculo Interno do Rhys (melhor squad!). Cassian, Morrigan, Azriel e Amrem nos mostram uma dinâmica familiar engraçadíssima junto de Rhys, cada qual com seu gênio forte e passados conturbados (sério, ô povo sofredor), mas sempre protegendo uns aos outros e àqueles que amam. E também temos o nascimento de tantos shipps que aaaahhhhhhhhhhhhh!!!! Eles vão me deixar louca até que finalmente aconteça alguma coisa! 

Em relação ao romance, podem respirar tranquilos que não tem triângulo amoroso nenhum! Quanto à narrativa, a autora saiu da releitura de “A Bela e a Fera” para expandir o território feérico, nos mostrando um pouco sobre as outras cortes, mas principalmente sobre a Corte Noturna. Diferente dos rumores que a cobrem, vemos que a noite não só proporciona terrores – como a Corte dos Pesadelos -, mas também luz e alegria – como a Corte dos Sonhos.

Finalmente ficamos de frente ao inimigo da história, o rei de Hybern, e vemos que nada nem ninguém ficará em seu caminho até que ele atinja seus objetivos. Mas muitas coisas ainda vão rolar e o cliffhanger no final garante que você fique desesperado pela conclusão em A Court of Wings and Ruin (ou ACOWAR). Logo, se o primeiro livro não te impressionou tanto assim, invista nessa continuação. E se essa resenha te convenceu, nem que seja um pouco a ler esse volume, garanto que não será dinheiro jogado fora.

Comente aqui uma personagem que tenha passado por uma grande evolução no segundo volume.

Beijinhos!

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Nota: 4/5 estrelas
Título original: The Assassin’s Blade
Autor: Sarah J. Maas
Série: Trono de Vidro, livro 0.1-0.5
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Conheça o caminho da assassina. Pavimentado com sangue, lágrimas e suor. Implacável, sedutora, letal. Poucos conhecem seu rosto, menos ainda sobrevivem à sua fúria. Não à toa Celaena Sardothian é sinônimo de morte. Suas lâminas são certeiras, assim como seu estranho código de honra e seu aguçado senso de justiça. Mas como uma menina, encontrada agonizando pelo rei dos Assassinos de Adarlan, se tornaria a campeã do rei? Disputada pelo capitão da guarda real e o próprio príncipe herdeiro? No centro de intrigas políticas?
Acompanhe Celaena vencer um lorde pirata e toda sua tripulação; o encontro como uma curandeira; seu treinamento com o Mestre Mudo, senhor dos assassinos silenciosos, nas dunas do deserto Vermelho; a prisão nas Minas de Sal de Endovier; ou, ainda, sua luta contra o mais escorregadio e traiçoeiro dos adversários — o próprio coração.
A primeira vez que li este livro, foi logo após ‘Trono de Vidro’, afinal nesse volume temos cinco contos que vão nos mostrar o que aconteceu para que Celaena fosse parar nas Minas de Sal de Endovier, assim como conhecermos Sam, o primeiro amor de nossa heroína. No entanto, tive que reler a obra, pois seus três primeiros contos têm ligação direta com o recém-lançado ‘Império de Tempestades’ e o ainda não lançado Tower of Dawn (quinto e sexto volumes da saga, respectivamente).

O livro se inicia com A Assassina e O Lorde Pirata, onde vemos uma jovem Celaena Sardothien, de apenas 17 anos e a melhor assassina de Arobynn, sendo enviada para as Ilhas Mortas junto de Sam, para tratar de negócios com o pirata Rolfe (personagem recorrente em ‘Império de Tempestades’). Porém, quando vê que se trata de um comércio de escravos, ela resolve agir por conta própria, dando início a mudanças que iriam alterar para sempre sua vida. No segundo conto, A Assassina e A Curandeira ela está à espera de transporte que a levaria para o Deserto Vermelho quando conhece a curandeira Yrene (um dos pontos de vista que estará em Tower of Dawn) numa pequena estalagem. 

Em A Assassina e O Deserto, Celaena precisa treinar com o Mestre Mudo e seus Assassinos Silenciosos como punição, e é lá que conhecemos Ansel (outra personagem importante em ‘Império de Tempestades’) e que nossa protagonista começa a amadurecer. Finalizando, temos A Assassina e O Submundo, onde vemos que Arobynn não vai esquecer tão facilmente o que ela fez e em A Assassina e O Império, vemos como ela foi parar nas Minas de Sal de Endovier.

Foi um tanto difícil ler esse volume, já que depois de cinco livros vemos bem o desenvolvimento pelo qual Celaena passou e quem ela se transformou agora. Então, lê-lo foi como regredir no tempo, quando a personagem era incrivelmente mimada e metida, preocupada com aparências e o título de a grande Assassina de Adarlan. Mas mesmo assim, vemos mudanças sutis na personagem, principalmente depois que passa a conhecer outras pessoas de fora de Adarlan e a treinar com o Mestre Mudo. Sam também é uma pessoa importante para o crescimento da personagem, mesmo que eu não o tenha achado tão interessante assim. De todos, meu conto favorito é o terceiro, A Assassina e o Deserto, por todos os diferentes ensinamentos que ela aprende no deserto, e é claro que pela Ansel também.

Um livro importante para a saga, que preenche algumas lacunas do quebra-cabeça que é Celaena Sardothien, que apesar de serem contos separados, seguem uma linearidade, contando uma história só da queda da protagonista. Agora fica a critério do leitor, ler antes de iniciar a saga ou deixar pra ler depois de ‘Rainha das Sombras’ ou dos outros livros.

Comente aqui embaixo um conto de uma saga que tenha sido interessante.
Beijinhos!

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Nota: 4,7/5
Titulo original: Queen Of Shadows
Autor: Sarah J. Maas
Série: Trono de Vidro, livro 4
Editora: Galera Record
Páginas: 644
Todos que Celaena Sardothien amou lhe foram tirados. Mas finalmente chegou a hora da retribuição. A vingança promete ser tão dura quanto o aço da Espada de Orynth — a espada de seu pai. Finalmente Celaena retornou ao império; por justiça, para resgatar seu reino e confrontar as sombras do passado.

A assassina está morta. Ela abraçou a identidade de Aelin Galathynius, rainha de Terrasen. Mas antes de reclamar o trono, precisa lutar. E ela vai lutar. Por seu primo, a Puta de Adarlan, o general do Norte... um guerreiro preparado para morrer por sua soberana; por seu amigo Dorian, um príncipe preso em uma inimaginável prisão; por seu povo, escravizado por um rei cruel e à espera do retorno triunfante de sua líder; por seu carranam e a libertação da magia.

Ao avançar em seu plano, no entanto, Aelin precisa tomar cuidado com velhos inimigos. E abrir o coração para novos e improváveis aliados. Tudo isso enquanto os valg continuam trabalhando nas sombras. E Manon Bico Negro, a Líder Alada das Treze, treina suas bestas voadoras. Mas é de Morath, a fortaleza montanhosa do Duque de Perrington, que uma ameaça como nenhuma outra promete destroçar seu grupo de rebeldes e sua corte recém-formada.

Gente esse livro é de tirar o fôlego! E preciso confessar que fiquei tão, tão empolgada com Rowan na última resenha que acabei não comentando de MANON! Que GAFE... Vou começar falando dela então!

Eu realmente até então não tinha uma personagem preferida e achei que no livro anterior sua relação com Abraxos era muito “Como treinar seu dragão” (Obrigada Débora pela comparação que se encaixou perfeitamente), mas eu já a admirava desde o início e sabia que era importante. Esse livro realmente mostrou para o que ela veio e gostei muito, muito dela. Preciso confessar se tornou minha personagem preferida de todos os tempos!

Aelin tem sua personalidade estabelecida depois que encontra Rowan e assume seu papel de rainha. Nesse livro conhecemos Lysandra, Aedion, Evangeline, Elide e Nesryn, que serão peças chave do livro.

Infelizmente meu amado Dorian sofre desde o livro anterior e como todos já sabem isso não vai passar tão cedo. Confesso que realmente sofri junto com ele e até cheguei a chorar, pois apesar dele não ser meu shipp com a Aelin, ele é meu shipp pessoal.

Em escalas monumentais o que eu não gostei no livro foi o Chaol, meu Deus gente, porque ele ficou tão chato de uma hora para a outra? Ele não deu um tempo na chatice em nenhum diálogo, achei que todas as falas e atitudes dele desproporcionalmente exageradas e sem propósito em relação ao enredo principal. Ele nunca foi um personagem que eu tivesse qualquer afeição, mas até então estava lá e não estava me irritando, mas de repente virou o cara mais chato do mundo. Repetitivo e cansativo.

Esse livro é recheado de informações e personagens novos muito bem introduzidos, cheio de reviravoltas emocionantes, sangue, mortes, verdades aparecendo, corações sendo quebrados e muito mais! É o livro mais completo até agora, um livro que posiciona todas as peças do tabuleiro para o início de um jogo de xadrez.

Deixe aqui nos comentários qual foi o último livro que te deixou sem fôlego ao terminar de lê-lo.

Até a próxima!

Outras opiniões: GOODREADS/ SKOOB



terça-feira, 20 de junho de 2017

 Nota: 5,/5
Titulo original: Heir of Fire
Autor: Sarah J. Mass
Série: Trono de Vidro, livro 4
Editora: Galera Record
Páginas: 518
Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.
Meu Deuuuuus! Eu amei muito esse livro, é nele que vemos a história contada no segundo - “Coroa da Meia-Noite” - ganhar forma, ou seja, o início de uma guerra está se formando e adivinha quem ama guerra, sangue, mortes e vilões? EUZINHAAA! Então aguenta coração!

Como eu disse na última resenha, Celaena vinha desenvolvendo sua personalidade, suas crenças, seus afetos, escolhendo o que e quem serviria para estabelecer algum tipo de amizade e relacionamentos, e isso caros leitores não foi à toa, nesse livro começamos a conhecer ela mais profundamente.

Celaena, na minha opinião, é de longe a personagem mais perfeita e imperfeita já escrita! Ela reúne todas as qualidades e todos os defeitos em uma pessoa só, ela é fogo vermelho que nos causa excitação e um fogo azul que nos causa arrepios de medo (e quando falo fogo, quero dizer no sentido literal da palavra mesmo).

 A autora nos dois primeiros livros projetou tudo o que a assassina queria ser em seus amigos, ou seja, Chaol era leal e tinha um senso de justiça inabalável, Nehemia tinha opiniões e objetivos muito concretos, além disso gostava de trabalhar em segredo, e Dorian (meu amado) era um príncipe que estava descobrindo sua posição na corte, e como lidar com seus talentos que até então não fazia ideia de que tinha.

Já nesse livro podemos ver todos esses pontos convergindo na nossa Herdeira do Fogo, ela acha seu propósito, começa a querer justiça, a formar suas próprias opiniões, traçar seus objetivos, descobre seu real papel dentre os reinos e reacende seus poderes, até então escondidos.

E claro deixei a melhor parte para o final porque sou dessas, igual nossa amada e maravilhosa Sarah J. Maas! Rowan, um féerico lindo e maravilhoso que roubou meu coração e minha alma na primeira aparição, para os sanguinários de plantão ele realmente é o par perfeito para Celaena e quem contestar isso não leu o mesmo livro que eu hahah. Agora respondo o porquê de ele ser perfeito: ele é o gelo para o fogo dela! Mais do que isso é spoiler, e sobre Rowan não há palavras além das que estão escritas, então LEIAM!

Contem-me qual personagem que é mil em um só, igual nossa amada/odiada Celaena.

Até a próxima!

Outras opiniões: GOODREADS/ SKOOB



Nota: 3.75/5 estrelas
Título original: A Court of Thorns and Roses
Autor: Sarah J. Maas
Série: Corte de Espinhos e Rosas, livro 1
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.
Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.
Li esse livro duas vezes por conta da chegada do volume 2, e agora mais velha e mais sábia (até parece) consegui notar pontos que antes me passaram despercebidos e me irritei com os mesmos que tinha visto antes.

O livro é inspirado no conto de A Bela e a Fera e é interessante ver como a autora pega as características dessa história e vai moldando e incorporando em sua narrativa. Não podemos negar o talento e a criatividade da mesma para/com a criação de mundo, tanto em “Trono de Vidro” quanto em “Corte de Espinhos e Rosas”, aqui temos descrições impecáveis e cenários incríveis, que apesar de não existirem nos permitem visualizar cada pedaço de seu território. Mas nem isso foi o suficiente para que eu ignorasse coisas que me irritaram e me fizeram diminuir minha nota.

Um dos pontos é o ritmo lento da narrativa, onde vários nadas acontecem durante praticamente mais da metade do livro e as coisas só esquentam quando a antagonista resolve dar as caras. E independentemente do que digam foi a presença dela e as jogadas que realizava, assim como sua ameaça constante que moveram todo o livro, e para mim, ela acabou por roubar minha atenção (e olha que mal aparece hein!).

Feyre é uma personagem com espaço para melhorar cada vez mais, porém nesse livro a garota é uma inútil. Ela realmente não faz nada, somente ‘existe’ durante todo o tempo que passa em Prythian, passeando por campos, andando de cavalo e fica se indagando se conseguiria pintar tal pôr do sol, tal lago, etc. A obsessão dela pelas cores beira o absurdo, quando até numa situação em que corre perigo de vida, ela fica admirando como a luz incide sobre tal superfície, ressaltando tal cor e blah blah blah (faça-me o favor, né querida).

Quanto aos personagens secundários, eles são bem construídos, desde sua família chupim (ô povinho que não ajuda nunca) até os feéricos que acaba conhecendo (Lucian <3). Quanto ao seu par romântico, Tamlin, não sei como me sentir em relação a ele ainda, já que acabamos conhecendo somente um lado seu e espero ver que tipo de desenvolvimento terá a partir do segundo livro, assim como Rhys, que chegou causando intrigas e gerando muita desconfiança.

O que me leva a mais uma preocupação que é o triângulo amoroso. Parece ser um hype você criar esse tipo de intriga e é claro que em Corte também não poderia faltar isso e dependendo de como as coisas se desenrolem, isso pode funcionar a favor ou não para mim. Fora que a autora resolveu que ao invés de uma mísera trilogia, agora a série terá 8 livros, o que me deixa apreensiva, porque haja história para tanto livro (e paciência para que eu leia).

Ao todo, foi um bom começo de série, com um final que te leva a querer o segundo livro, onde eu espero um melhor desenvolvimento dos personagens, mas principalmente pela expansão do mundo criado e em como cada Corte se comporta nesse mundo tão belo, mas ao mesmo tempo, tão cruel.

Diga-me nos comentários qual mundo de fantasia os conquistou à primeira vista.
Beijinhos!

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Nota: 4/5
Titulo original: Crown of Midnight
Autor: Sarah J. Maas
Série: Trono de Vidro, livro 2
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar.
Nesse livro nós vemos um amadurecimento na personalidade de Celaena, ao meu ver, ela começa a mostrar quais são suas crenças pessoais e qual caminho quer seguir.

Particularmente, não sou muito fã de Chaol com Celaena, acho que eles juntos não combinam em nenhum aspecto, porém entendo o porquê dela se aproximar dele, o capitão tem um senso muito assertivo, ou seja, é uma pessoa correta que aos olhos dela é improvável de cometer uma traição. Ela admira isso nele, pois é uma característica que ela mesma gostaria de ter, no entanto é incapaz dado a sua criação e sua história de vida.

Dorian ganha um pouco mais de representatividade política dentro do contexto, e assim como Celaena, podemos acompanhar o desenvolvimento de sua personalidade. Que ao contrário dela que é extremamente arrogante, esnobe e tem uma autoestima elevadíssima, o príncipe tem uma personalidade sensível, amorosa e generosa, mas não pense que ele não é um homem forte, me arrisco a dizer que de certa forma chega a ser um personagem até um pouco frio.

Nehemia é de longe a personagem que ganha meu coração e minha atenção no livro, cheia de mistérios e propósitos desconhecidos ela faz com que nós e a Assassina fiquemos fissurados toda vez que ela aparece, é uma personagem feminina com um caráter e desejos fortíssimos. Acredito que é isso que atrai Celaena para perto dela para início de conversa, e com isso elas conseguem, apesar dos diversos segredos entre elas, construir uma amizade verdadeira e extremamente emocionante.

Ao todo o livro é muito legal, o início pode até parecer meio parado, pois pensamos “agora que ela é a Assassina Real, será que vamos ter novidades?” Sim meus leitores, vamos ter muuuiiitas novidades! Na minha opinião, é nesse livro que se introduz os fundamentos básicos para que possamos entender o que virá, pois, muitos segredos começam a ser desvendados.

E vocês preferem personagens que vem evoluindo ao longo da saga como Celaena e Dorian, ou preferem personagens que são construídos desde o início com suas personalidades definidas como Chaol e Nehemia? Deixe aqui nos comentários!

Até a próxima!

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