Titulo original: La Différence invisible
Autor: Julie Dachez, Mademoiselle Caroline
Tradutor: Renata Silveira
Tradutor: Renata Silveira
Editora: Nemo
Páginas: 192
Marguerite tem 27 anos, e aparentemente nada a diferencia das outras pessoas. É bonita, vivaz e inteligente. Trabalha numa grande empresa e vive com o namorado. No entanto, ela é diferente. Marguerite se sente deslocada e luta todos os dias para manter as aparências. Seus movimentos são repetitivos e seu universo precisa ser um casulo. Ela se sente assolada pelos ruídos e pelo falatório incessante dos colegas. Cansada dessa situação, ela irá ao encontro de si mesma e descobrirá que é autista – tem a Síndrome de Asperger. Sua vida a partir daí se transformará profundamente.
‘A diferença invisível’ é
uma Graphic novel (quadrinhos) que fala da síndrome de Asperger, que é um
transtorno de desenvolvimento que afeta a capacidade de um individuo de se
socializar e de se comunicar com eficiência. Tudo na história é feito de forma
delicada e em pequenos paços para explicar esta síndrome.
Conhecemos o dia a dia da
protagonista Marguerite, conseguimos ver suas dificuldades e diferenças. Na
história também vemos como ela chegou ao conhecimento de sua síndrome, e como é
a realidade na França para pessoas com Asperger.
Na história podemos ver como
Marguerite se sente liberta após um diagnóstico, e isso me chamou muito a
atenção. A história fala compreensão da diferença, fala sobre a falta de
informação de muitas pessoas e de superar dificuldades. A graphic novel também traz
depoimentos e informações muito úteis para começar a entender um pouco mais
sobre o assunto, o que eu achei de grande valor, afinal porque não saber mais
sobre o aquilo que a história está tratando?!
Mas não era isso que queria
falar, o que me chamou atenção foi o fator de, Marguerite é diferente, sim ela
tem uma síndrome, mas ela se sente liberta quando descobre e por poder
justificar seus atos aos outros. Cara, porque ela tem que fazer isso?
Nós vivemos em uma sociedade
excludente e caso não se enquadra nela você está à margem. E para você se
enquadrar o máximo possível um médico precisa justificar sua diferença para os
outros. Logo, você fica melhor pela justificativa que poderá dar e não pelo
fator de entender mais a si mesmo.
O que eu estou querendo
dizer é Marguerite tinha que ser respeitada independente de ter um diagnóstico
ou não. Tê-lo vai ajudar a ela lidar melhor com o mundo ao seu redor: barulhos,
expressões, aceitar mais a si mesma, se permitir dentro de suas diferenças. E
isso é muito legal, era por isso que ela deveria estar feliz, e não por poder
justificar sua diferença aos outros. Entretanto, fico feliz por ela, afinal ter
mais compreensão sobre si mesma, seu corpo e mente, é sempre algo benéfico a
nós. E a história não deixa de mostrar esse momento.
No geral a graphic novel é
esclarecedora e ensina muitas coisas, poderia e deveria ser usada em escolas,
afinal nem sempre, assim como Marguerite, diagnósticos de Asperger são feitos
na infância, o que poderia ajudar várias pessoas com sua interação com o mundo,
sem precisar se sentirem oprimidas.
Já comentei isso, porém não
sei se ficou claro, mas a graphic novel é francesa, então quem é fã de sair um
pouco de materiais brasileiros e norte-americanos vai uma dica bem legal.
A editora Nemo vem trabalho
em trazer um material muito interessante de quadrinhos para falar de diversos
temas e “A diferença invisível” é apenas um de seus títulos.
OBS: A história de “A
diferença invisível” é baseada em fatos reais!!!! Na verdade, ela é narrada
pela própria autora.
Comente aqui aquela história
que te deu muitos ensinamentos e pensamentos sobre a sociedade.
XOXO.


Livro sensacional. Todos deveriam ler. Deveria também ser lindo nas escolas. Leitura de fácil entendimento. Amei.
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