quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Resenha: A Diferença Invisível

Nota: 4/5
Titulo original: La Différence invisible
Autor: Julie Dachez, Mademoiselle Caroline
Tradutor:  Renata Silveira
Editora: Nemo
Páginas: 192
Marguerite tem 27 anos, e aparentemente nada a diferencia das outras pessoas. É bonita, vivaz e inteligente. Trabalha numa grande empresa e vive com o namorado. No entanto, ela é diferente. Marguerite se sente deslocada e luta todos os dias para manter as aparências. Seus movimentos são repetitivos e seu universo precisa ser um casulo. Ela se sente assolada pelos ruídos e pelo falatório incessante dos colegas. Cansada dessa situação, ela irá ao encontro de si mesma e descobrirá que é autista – tem a Síndrome de Asperger. Sua vida a partir daí se transformará profundamente.
‘A diferença invisível’ é uma Graphic novel (quadrinhos) que fala da síndrome de Asperger, que é um transtorno de desenvolvimento que afeta a capacidade de um individuo de se socializar e de se comunicar com eficiência. Tudo na história é feito de forma delicada e em pequenos paços para explicar esta síndrome.

Conhecemos o dia a dia da protagonista Marguerite, conseguimos ver suas dificuldades e diferenças. Na história também vemos como ela chegou ao conhecimento de sua síndrome, e como é a realidade na França para pessoas com Asperger.

Na história podemos ver como Marguerite se sente liberta após um diagnóstico, e isso me chamou muito a atenção. A história fala compreensão da diferença, fala sobre a falta de informação de muitas pessoas e de superar dificuldades. A graphic novel também traz depoimentos e informações muito úteis para começar a entender um pouco mais sobre o assunto, o que eu achei de grande valor, afinal porque não saber mais sobre o aquilo que a história está tratando?!

Mas não era isso que queria falar, o que me chamou atenção foi o fator de, Marguerite é diferente, sim ela tem uma síndrome, mas ela se sente liberta quando descobre e por poder justificar seus atos aos outros. Cara, porque ela tem que fazer isso?

Nós vivemos em uma sociedade excludente e caso não se enquadra nela você está à margem. E para você se enquadrar o máximo possível um médico precisa justificar sua diferença para os outros. Logo, você fica melhor pela justificativa que poderá dar e não pelo fator de entender mais a si mesmo.

O que eu estou querendo dizer é Marguerite tinha que ser respeitada independente de ter um diagnóstico ou não. Tê-lo vai ajudar a ela lidar melhor com o mundo ao seu redor: barulhos, expressões, aceitar mais a si mesma, se permitir dentro de suas diferenças. E isso é muito legal, era por isso que ela deveria estar feliz, e não por poder justificar sua diferença aos outros. Entretanto, fico feliz por ela, afinal ter mais compreensão sobre si mesma, seu corpo e mente, é sempre algo benéfico a nós. E a história não deixa de mostrar esse momento.

No geral a graphic novel é esclarecedora e ensina muitas coisas, poderia e deveria ser usada em escolas, afinal nem sempre, assim como Marguerite, diagnósticos de Asperger são feitos na infância, o que poderia ajudar várias pessoas com sua interação com o mundo, sem precisar se sentirem oprimidas.

Já comentei isso, porém não sei se ficou claro, mas a graphic novel é francesa, então quem é fã de sair um pouco de materiais brasileiros e norte-americanos vai uma dica bem legal.
A editora Nemo vem trabalho em trazer um material muito interessante de quadrinhos para falar de diversos temas e “A diferença invisível” é apenas um de seus títulos.

OBS: A história de “A diferença invisível” é baseada em fatos reais!!!! Na verdade, ela é narrada pela própria autora.

Comente aqui aquela história que te deu muitos ensinamentos e pensamentos sobre a sociedade.

XOXO.

Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB

Um comentário :

  1. Livro sensacional. Todos deveriam ler. Deveria também ser lindo nas escolas. Leitura de fácil entendimento. Amei.

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