domingo, 22 de outubro de 2017

Resenha: Destino Mortal

Nota: 3,8/5
Titulo original: Born To Darkness
Autor: Suzanne Brockmann
Tradutor: Renato Motta
Série: Destiny, livro 1
Editora: Valentina
Páginas: 536
Expulso de um grupo de elite de forma desonrosa, o ex-Navy SEAL Shane Laughlin consegue um emprego para participar de um programa de testes no Instituto Obermeyer (IO), uma fundação de pesquisas e desenvolvimento que trabalha com atividades secretas. Logo, Shane descobre que existem certos indivíduos que têm a habilidade de conseguir acesso a regiões inexploradas do cérebro, com resultados extraordinários, incluindo telecinesia, força sobre-humana e reversão do processo de envelhecimento. Conhecidos como Maiorais, essas raras figuras são criadas ou recrutadas pelo IO, onde, rigorosamente treinadas com o auxílio de técnicas ancestrais, conseguem cultivar seus poderes e usá-los de forma responsável.

No entanto, nas profundezas da segunda Grande Depressão dos Estados Unidos, onde o abismo social ameaça a ordem, ricaços imprudentes descobriram uma alternativa sedutora na forma de um novo produto: Destiny. Trata-se de uma droga capaz de transformar qualquer pessoa num Maioral, além de oferecer a juventude eterna para o usuário. O cartel sinistro conhecido como a Organização começou a produzir Destiny em larga escala, e a demanda pela droga se tornou epidêmica. Poucos, porém, sabem do seu verdadeiro perigo, e menos ainda detêm o segredo sujo do ingrediente crucial para a fabricação da substância.
Michelle “Mac” Mackenzie é uma das poucas que conhecem toda a verdade. Uma das agentes mais poderosas do IO, está determinada a acabar com o flagelo que Destiny representa para a humanidade. Mas sua atitude durona e marrenta sofre um abalo terrível ao descobrir que um dos novos recrutas para testes é Shane, o mesmo estranho que a atraiu sexualmente e bagunçou seu coração numa única noite de sexo selvagem.
Embora Shane não seja um Maioral como Mac, ele também tem seus talentos secretos. Mac, porém, tem motivos poderosíssimos para manter distância – e razões completamente equivocadas para desejar sua companhia. Ela, que sempre esteve acostumada a arriscar a própria vida, talvez seja, agora, obrigada a sacrificar seu coração.

Suzanne Brockmann é autora best-seller de vários e vários livros, e é muito bem-conceituada no mundo literário. Porém, esse é o primeiro livro dela que leio. ‘Destino Mortal’ é o primeiro livro da série Destiny, e se passa em um futuro nos Estados Unidos, é um livro que transita entre a nossa realidade atual e uma ficcional futurista.


A narrativa é construída atrás de muitos olhares, todos os personagens que integram o grupo principal do enredo têm histórias próprias, apesar de estar tudo entrelaçado. Gostei muito da construção dos personagens, todos eles tiveram uma linearidade e a autora soube dar tempo ao tempo para conhecermos e nos apegarmos a eles.

O único ponto negativo, e que realmente foi um tanto pesado pra mim, é que a história demora muito pra se desenvolver, acredito que ao mesmo tempo em que ela trabalhava na construção dos personagens, deveria ter trabalhado no enredo principal. Porém senti que em alguns momentos ele é deixado em suspenso, ou se torna repetitivo, transformando assim o final do livro denso, rápido e com uma conclusão fraca.

Mas falemos dos pontos positivos então, quando comecei a ler pensei “Ó Céus, mais um livro se super-heróis, estilo X-Men”. Porém não se trata disso, pois os Maiorais não são superpoderosos só porque nasceram assim, tem toda uma questão cientifica por trás, e muito bem explicada e elaborada, então achei um tanto original (na medida do possível).

Outro ponto relevante, é que Suzanne Brockmann, conseguiu trabalhar com temas muito pesados mesmo em um universo futurístico, várias vezes me vi fazendo um paralelo entre a ficção e a realidade, e como alguns absurdos existem na vida real e não vemos acontecer.

No geral foi uma leitura muito boa, porém muito extensa e densa em algumas partes que, para o desenrolar do tema principal, se tornam um tanto repetitivas e irrelevantes.
E vocês, qual foi o último de ficção que te fez refletir sobre a realidade? Conte aqui nos comentários!


Até a próxima!


Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB



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