Nota: 4.5/5 estrelas
Autor: C.J. Redwine
Série: Ravenspire, livro 1
Editora: Balzer + Bray
Páginas: 387
Lorelai Diederich, princesa herdeira e fugitiva da Coroa, tem
uma missão: matar a rainha má que usurpou o trono de Ravenspire e tomou a vida
de seu pai. Para fazer isso, Lorelai precisa usar a única arma que ela e Rainha
Irina tem em comum - magia. Ela terá de ser mais forte, mais rápida, e mais
poderosa que Irina, a feiticeira mais perigosa que Ravenspire já viu.
No reino vizinho de Eldr, quando o pai e o irmão mais velho do
príncipe Kol são mortos por um exército invasor de orcs que usam magia, de
repente lhe é dada a responsabilidade de salvar seu reino. Para fazer isso, Kol
precisa de magia - e a única maneira de conseguir isso é fazer um acordo com a
rainha de Ravenspire, prometer tornar-se seu caçador pessoal...e lhe trazer o
coração de Lorelai.
Mas Lorelai não é nada como Kol esperava - bela, feroz, e
incontrolável - e apesar da magia negra, Lorelai se sente atraída pelo
apaixonado e conturbado rei. Lutando para se manter um passo a frente do dragão
caçador - de quem ela gosta mais do que deveria - Lorelai faz de tudo em seu
poder para arruinar a rainha má. Mas Irina não vai cair sem uma luta, e sua
última jogada pode custar a princesa a única coisa que ela ainda tem a
perder.
*Tradução pessoal*
Esse foi o tipo de leitura que me fez querer voltar no
tempo e me dar uns tapas por não ter lido mais cedo. Unindo diversos elementos
que eu prezo demais num livro, C.J. Redwine nos oferece uma história envolvente
com uma protagonista incrível e determinada.
Lorelai é um sopro de ar fresco na mesmice que costumo
encontrar em protagonistas. Forte, inteligente e calculista, ela estava sempre
analisando todos os seus movimentos a fim de reaver seu trono, não deixando
espaço para dúvidas ou hesitação. Ela também estava sempre disposta a ajudar os
outros e utilizava sua magia para o bem, mesmo que os riscos fossem altos para
si mesma. E talvez aquilo que realmente me conquistou foi que, mesmo após ter
conhecido Kol, ela não deixou que seus sentimentos a impedissem de ir atrás
daquilo que almejava e sempre tentou ajudá-lo da melhor maneira possível.
Já Kol é um príncipe honrado e nobre, mas atormentado com
as escolhas que fez, e que agora carrega um fardo ainda maior. Um dos maiores
guerreiros draconi de Eldr, ele e seus súditos possuem dois corações - um
humano e um dragão -, fazendo dele a melhor opção de Irina para capturar
Lorelai, afinal quem melhor que um dragão caçador para descobrir onde a
princesa sempre se escondeu? Sua interação com ela, mas especialmente com seus
amigos, proporcionaram momentos ternos e engraçados, que evoluíam para hilários
quando envolviam Leo, que trazia o alívio cômico para toda a tensão que
permeava a vida de sua irmã.
Narrado em terceira pessoa, a história se reveza entre os
pontos de vista de Lorelai e Kol, mostrando-nos suas vidas e anseios e
delineando bem suas vozes. Ainda mais interessante é que às vezes também
podemos ver o ponto de vista de Irina, descobrindo assim tudo que lhe aconteceu
para culminar onde ela se encontrava, o que me fez por vezes, simpatizar com a
antagonista.
Apesar de ser em inglês, a escrita da autora é fluida e
de fácil compreensão, fazendo com que 400 páginas acabassem por passar voando e
com personagens tão carismáticos, que me fizeram querer reler assim que
terminei a leitura. O romance não é um dos focos da narrativa, porém está
presente e se desenvolve de maneira gradual, conforme os personagens passam
mais tempo juntos e tentam se livrar das garras da rainha.
Os únicos pontos que acabaram me incomodando foram que,
de uma certa maneira, não há propriamente uma construção de mundo. Os fatos nos
são apresentados, mas não discutidos a fundo, fora que mesmo que os personagens
sejam os governantes de seus países, não vemos muito a interação da população
com as graves situações que estão ocorrendo em suas terras. E o outro ponto é
sobre Leo, o irmão de Lorelai. Acabei muito insatisfeita com seu final, já que
foi muito abrupto e me deixou com a sensação de não-resolvido ou simplesmente
mal executado (#novofinaljá).
“The Shadow Queen” é uma releitura bem diferente do que
estamos acostumados sobre a Branca de Neve, com magia, dragões, feiticeiras
malignas e uma protagonista que não se dobra a vontade de ninguém. Escrita com
maestria, unindo um pano de fundo mágico e personagens carismáticos, C.J.
Redwine nos dá uma trama que nos conquista logo nas primeiras páginas e nos faz
desejar pelas continuações.
Vocês já terminaram uma leitura tão boa a ponto de querer reler imediatamente? Digam-me nos comentários!
Beijinhos!




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