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terça-feira, 24 de julho de 2018

Nota: 4,8/5
Titulo original: The Raven King
Autor: Maggie Stiefvater
Série: Garotos Corvos, livro 4
Editora: Verus
Páginas: 378
O aguardado volume final da Saga dos Corvos, uma conclusão espetacular à história mítica e sombria criada por Maggie Stiefvater. Nada que está vivo é seguro. Nada que está morto é confiável. Há anos Gansey iniciou uma jornada para encontrar um rei perdido. Um a um, ele atraiu seus amigos para essa missão: Ronan, que rouba coisas de sonhos; Adam, cuja vida já não é sua; Noah, cuja vida não é mais vida; e Blue, que ama Gansey... e tem certeza de que está destinada a matá-lo. O fim já começou. Sonhos e pesadelos estão convergindo. Amor e perda são coisas inseparáveis. E a busca pelo rei se recusa a ser fixada em um caminho. A busca pelo rei adormecido vai chegar ao fim em Henrietta — mas não sem perdas, desejos, revelações e uma verdade brutal. Com O rei Corvo, Stiefvater conclui uma verdadeira obra-prima.

Chegar ao fim de uma saga nunca é fácil, ainda mais quando você se apega tanto aos personagens, sério, não estava pronta para dizer adeus.

Rei Corvo, quarto e último volume da saga Garotos Corvos já começa com clima de despedida, com a chegada do fim daquele ano letivo.

Devo confessar que eu estava com muito medo desse livro, o terceiro volume, Lírio azul, azul lírio já tinha sido bem impactante, e para esse, muita coisa havia sido deixada em aberto. Tinha muito medo que a autora não conseguisse entregar o que havia prometido.

Bom, em Rei Corvo finalmente consigo ver o grande desenvolvimento de Blue e Gansey, era algo que eu estava esperando muito desses dois personagens. Ronan e Adam em algum momento, para mim pelo menos, tomaram conta da história, e o desenvolvimento deles foi linear durante cada livro. Já os desses dois personagens (Blue e Gansey), que para mim deveriam ter sido os principais da saga, não foi. Eu gosto muito dos dois, eu torço muito pelo casal. Ainda mais agora depois desse último livro, pois finalmente Gansey e Blue me deram, em desenvolvimento, o que eu tanto estava pedindo.

Como dito no parágrafo anterior, Ronan e Adam mantiveram sua linearidade de crescimento, talvez um pouco menos, pois finalmente, Blue e Gansey reivindicaram seu espaço na história, mais não ache que não vá ver muito dos dois, pois vai. O quarteto finalmente soube dividir a história, e podemos ver que cada personagem tem seu momento. Somente Noah que ao meu ver ficou para trás, porém o personagem ainda tem sua influência.

O final da história dos Garotos corvos em geral me agradou bastante, porém sabendo que vai haver uma saga focada no personagem Ronan muitas coisas foram deixadas em aberto, e mesmo entendendo que isso é um possível gancho, eu acho que ela tinha que ter encerrado tudo ali.

Um outro ponto que me incomodou nesse último livro foi a entrada de um novo personagem no grupo. Para mim a entrada desse personagem podia ter sido feita no terceiro ou até mesmo no segundo volume. Ao fazer agora no quarto, ficou corrido, e eu acho que estragou um pouco o impacto que ele poderia ter tido em toda a saga.

No geral Maggie Stiefvater. encerrou bem a história. Eu me apaixonei pelos protagonistas, a história é encantadora, e sim a sua linguagem não é das mais fáceis de compreender, sei que vou ter que ler de novo essa saga um dia e vou ver coisas que eu não havia me tocado agora na primeira leitura, mas acho que isso faz parte da escrita dela.

Comente aqui aquele livro que termina bem, com o gostinho de dever cumprido.

XOXO.

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domingo, 4 de março de 2018

Nota: 2/5 estrelas
Título original: The distance between us
Autor: Kasie West
Editora: Verus
Páginas: 240
Caymen Meyers aprendeu desde cedo a não confiar nos ricos. E, depois de anos observando-os, ela tem certeza de que eles são bons em apenas uma coisa: gastar dinheiro em inutilidades, como as bonecas de porcelana da loja de sua mãe. Assim, quando Xander Spence entra na loja, basta um único olhar para Caymen perceber que ele tem muita grana. Apesar de ele ser um fofo e entendê-la como ninguém, Caymen é esperta e sabe que o interesse de Xander não vai durar. Porque, se tem algo que ela aprendeu com a mãe, é que caras ricos vão inevitavelmente partir o seu coração. Mason, o cantor de rock tatuado — e classe média —, tem muito mais a ver com ela, certo? Então por que ela não consegue tirar Xander da cabeça? Quando a amizade e a lealdade de Xander estão prestes a convencer Caymen de que ser rico não é uma falha de caráter, ela descobre que o dinheiro tem um papel muito maior no relacionamento dos dois do que ela poderia imaginar. Será que Caymen vai arriscar ter o coração partido para encontrar o seu verdadeiro amor?
Ás vezes quando lemos o primeiro livro de um autor, nos encantamos tanto com sua escrita que decidimos ler tudo que ele se dispõe a escrever em seguida. O único problema disso são as expectativas que construímos e que por vezes acabam por nos decepcionar. Esse foi o meu caso com A distância que nos separa.

Eu já havia lido anteriormente Namorado de Aluguel e simplesmente amado sua história, no entanto com esse não houve o mesmo sentimento. Não me entendam mal, assim como o outro, esse é também um romance fofinho e um pouco clichê, mas que acabou não tendo aquele "algo mais" para me chamar a atenção o suficiente.

Aquilo que mais gostei durante a narrativa foi o humor do livro. Caymen é extremamente sarcástica e irônica, uma característica que não vemos muito numa protagonista do gênero YA (no quesito romances fofinhos), e suas conversas com Xander eram sempre muito espirituosas e cheia de gracinhas, fazendo desses os momentos mais divertidos da história.

No entanto, todo o resto acabou não me conquistando. Não consegui ter empatia o suficiente para gostar e torcer pelo casal, assim como não vi uma razão para que eles acabassem juntos. Xander é descrito como um personagem tão podre de rico e perfeito que beira o surreal, o que me fez questionar ainda mais o que há de tão especial em Caymen para que ele se interessasse por ela. Já a protagonista constrói toda sua base no conceito de que “pessoas ricas são idiotas e as odeio porque são ricas e eu não”, um clichê que já se tornou cansativo, fora que é aparentemente o único impedimento no relacionamento das personagens.

Mesmo com esses pontos negativos, Kasie West nos proporciona um romance fofo e divertido (e um tantinho clichê) que acaba nos prendendo de tal maneira, que não percebemos as páginas transcorrendo. Se você procura por uma leitura rápida sem ser muito complexa, com uma escrita leve e fluida, essa é uma excelente indicação. No meu coração, Namorado de aluguel segue sendo meu favorito.

Vocês também já se desencantaram com algum livro de um(a) autor(a) que gostaram inicialmente?

Beijinhos!

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Nota: 4,8/5
Titulo original: Não Me Esqueças
Autor: Babi A. Sette
Editora: Verus
Páginas: 350
Aos vinte e um anos, Lizzie deveria estar empenhada em fisgar um noivo e finalmente se casar. Entretanto, após uma decepção amorosa, o coração da jovem só palpita por sua grande paixão — os estudos sobre o povo e a cultura celtas. Esse interesse faz com que ela troque os concorridos salões de baile de Londres pelas estradas desertas e sinuosas das Highlands escocesas.

Ali, ela conhecerá Gareth, o enigmático líder do clã que vive no local mais remoto e bucólico da Escócia. Envolto em uma aura de mistério, ele luta para manter suas tradições, seus segredos e, principalmente, seu povo em segurança.
Enquanto o austero Gareth tem a vida toda sob controle e resiste a mudanças, Lizzie está muito entusiasmada com suas explorações e descobertas. Porém a vida de ambos é alterada de maneira inexorável quando uma fatalidade transforma a tão sonhada aventura de Lizzie em pesadelo.
Vindos de mundos tão diferentes, mas unidos por uma atração irresistível, Lizzie e Gareth vivem uma paixão proibida e desafiadora, sem saber que finalmente poderão encontrar aquilo que só ousavam buscar em sonhos.

Eu sou completamente apaixonada pela Escócia, então quando eu li a sinopse de Não me esqueças, não pude deixar de comprar não é mesmo? Eu não li mais absolutamente nada, peguei, paguei e levei! E quem acompanha a gente no Instagram, sabe que essa foi uma das minhas comprinhas da Bienal de 2017 aqui no Rio de Janeiro.

Então vamos ao que interessa. Eu nunca tinha lido nada da autora nacional, Babi A. Sette, e antes de eu começar a Carla me disse “amiga se prepara que é quase novela mexicana”, lógico que eu pensei “Carla está exagerando, fato”. Mas gente, ela estava certa! E sabe o que é o máximo? Eu adorei! Não sou muito dada a exageros, mas a autora conseguiu criar um clima místico incrível nessa narrativa, misturando romance com lendas celtas antigas e colocando um ar mágico em torno da vida dos personagens, sem usar magia propriamente dita e sim a misticidade da cultura celta.

Eu simplesmente me apaixonei, e fico muito orgulhosa de toda vez que leio livros nacionais e eles são tão bem trabalhos como esse. É notável que a Babi pesquisou muito sobre os celtas, a Escócia e soube elaborar sua própria versão disso tudo. E o que falar dos personagens? Você não consegue não se envolver com todos eles, ela dá a oportunidade para todos terem seu momento de protagonismo e ainda sim, não tirar a nossa atenção do casal principal, que tem tudo na medida certa.

Quando me refiro à exageros, quero dizer que os diálogos e situações são muito caricatas as vezes, mas não foi um ponto negativo e nem cansativo durante a minha leitura. O que me vez não dar cinco estrelas foi o fato de que achei o momento da virada final do livro muito rápida, o que deu uma sensação de que não possível manter a linearidade no desenvolvimento da narrativa até o final. Mas a autora soube fechar a história de uma maneira bem redonda.

O casal Lizzie e Gareth é o tipo de par romântico que tem tudo pra dar errado desde o primeiro olhar, porém eu senti que foi exatamente aí que deram certo, existiu clima, desenvolvimento, romance, cenas quentes, brigas e tudo numa dose moderada. Lizzie é uma estudiosa dos celtas de corpo e almas, e isso a torna uma estranha aos olhos da sociedade londrina da época, porém ela é uma das mulheres mais interessantes e espirituosas dos romances de época. Gareth tem uma personalidade destemida e uma lealdade cativante, mas é turrão e não é muito estudioso nem espirituoso, o que faz com que Lizzie se encaixe perfeitamente na vida dele e vice e versa.

O mais interessante na história dele é que por trás disso tudo, ele esconde um segredo que é guardado a sete chaves e só descobrimos bem no final do livro do que se trata, e confesso que fiquei toda derretida quando soube.

Então é isso gente, conte aqui nos comentários qual foi o último livro que te fez conhecer uma nova cultua!


Até a próxima!


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domingo, 28 de janeiro de 2018

Nota: 4/5 estrelas
Título original: A Torch against the Night
Autor: Sabaa Tahir
Série: Uma Chama entre as Cinzas, livro 2
Editora: Verus
Páginas: 434
“O segundo livro da história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem e esperança. Ambientado em um mundo brutal inspirado na Roma Antiga, "Uma Chama Entre as Cinzas" contou a história de Laia, uma escrava lutando por sua família, e Elias, um soldado lutando pela liberdade. Agora, em "Uma Tocha Na Escuridão", ambos estão em fuga, lutando pela vida. Após os eventos da quarta Eliminatória, os soldados marciais saem à caça de Laia e Elias enquanto eles escapam de Serra e partem numa arriscada jornada pelo coração do Império. Laia está determinada a invadir Kauf, a prisão mais segura e perigosa do Império, para salvar seu irmão, cujo conhecimento do aço sérrico é a chave para o futuro dos Eruditos. E Elias está determinado a ficar ao lado dela - mesmo que isso signifique abrir mão da própria liberdade. Mas forças sombrias, tanto humanas quanto sobrenaturais, estão trabalhando contra eles. Elias e Laia terão de lutar a cada passo do caminho se quiserem derrotar seus inimigos: o sanguinário imperador Marcus, a cruel comandante, o sádico diretor de Kauf e, o mais doloroso de todos, Helene - a ex-melhor amiga de Elias e nova Águia de Sangue do Império. A missão de Helene é terrível, porém clara: encontrar o traidor Elias Veturius e a escrava erudita que o ajudou a escapar... e acabar com os dois. Mas como matar alguém que você ama desesperadamente?”
Essa resenha contém spoilers do livro anterior, Uma Chama entre as Cinzas, por isso, cuidado com as palavras a seguir.

Uma palavra excelente para descrever os acontecimentos desse volume seria brutal. Sabaa Tahir é capaz de criar uma história tão envolvente quanto o tecer de uma teia de aranha. E quando você menos espera acaba por “levar um bote” bem no coração.

Partindo exatamente do ponto onde termina Uma chama entre as cinzas, somos levados pelos territórios do Império junto de Elias e Laia conforme tentam escapar do novo imperador, sua Águia de Sangue e uma inimiga ainda mais traiçoeira, a Comandante. No entanto, as atitudes que ambos tomaram no livro anterior acarretaram em graves consequências para os habitantes do Império, que aos poucos vai se expandindo para os outros povos, fazendo com que a única chance de um futuro melhor dependa do irmão de Laia, Darin.

Onde antes só houve pinceladas a respeito da fantasia criada pela autora, agora tal universo é expandido consideravelmente, assim como executa um papel principal na vida dos personagens. Descobrimos mais sobre o Portador da Noite e suas motivações, e também vemos o quão intrinsecamente interligado ele está com grandes acontecimentos do Império. Conforme percorremos o território Imperial, acabamos por descobrir mais sobre os Tribais e consequentemente sobre a família adotiva de Elias, nos dando uma excelente visão da dinâmica entre esses povos.

Um dos problemas principais desse livro que afetou profundamente minha experiência de leitura foi o modo como a autora conduziu a narrativa. É inegável que as primeiras páginas são recheadas de ação, visto a situação dos protagonistas, todavia todo o propósito que os estava guiando em sua missão acaba sendo somente abordado próximo ao final do livro, fazendo com que diversas partes do meio se tornassem um verdadeiro marasmo.

Apesar de tudo que estava acontecendo na trama, com as perseguições, a corrida até a Kauf e a constante preocupação com seu povo, nesse volume Laia estava muito mais preocupada em explorar seus sentimentos por Elias e Keenan. Fazendo um incansável bate-bola entre os dois que só me fez lembrar América, de A Seleção (que esgotou minha paciência em seu livro). Por mais que Laia continue uma personagem forte, sua presença acabou sendo ofuscada por seus interesses amorosos.

Elias me surpreendeu e muito com toda a perseverança que demonstrou com os obstáculos que surgiam em seu trajeto, mas me doía o coração ver o quão emocionalmente destruído ele ficava com todas as difíceis decisões que precisava tomar. Foi um plot twist o caminho que a autora escolheu para o personagem, o que me deixa extremamente curiosa a respeito de como tal desdobramento se dará no próximo volume, que tem total relação com seu título (Reaper at the Gates).

Agora, aquela que abrilhantou toda essa história foi uma personagem que dividiu minha opinião no primeiro volume, Helene Aquilla. Presa num conflito moral entre sua lealdade para/com o Império e sua amizade com Elias, o preço que paga por suas escolhas é alto, causando diversos conflitos internos a respeito do que deve fazer com o quer fazer. Seus capítulos foram os melhores, mesmo que os mais dolorosos, mostrando-nos que às vezes podemos aguentar muito mais do que achamos possível e ainda sairmos mais fortes do que antes.

Sua narrativa acaba por nos inserir mais na politicagem Imperial, onde absolutamente nada é o que parece, traições e reviravoltas são uma ocorrência constante e confiança é a última coisa que qualquer um poderia encontrar. A autora realmente soube utilizar seus talentos a fim de poder chocar ao máximo o leitor com tantas revelações e novas linhas narrativas, fazendo com que a leitura fosse viciante, apesar de seus pontos negativos.

É inegável que Uma tocha na escuridão é uma sequência de peso na saga Uma chama entre as cinzas, mantendo o ritmo acelerado do primeiro livro enquanto faz revelações bombásticas, nos deixando boquiabertos com os caminhos que a autora escolheu tomar. Definitivamente, essa é uma série pela qual vale a pena acompanhar.

Comente aqui um livro que lhe deixou boquiaberto com suas revelações.

Beijinhos!

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domingo, 3 de setembro de 2017

Nota: 5/5 estrelas
Autor: Carina Rissi
Série: Perdida, livro 2
Editora: Verus
Páginas: 476
Essa resenha contém spoilers do livro anterior, Perdida, por isso, cuidado com as palavras a seguir.
Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava. As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva. Decidida, Sofia fará o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela não está disposta a permitir que nada nem ninguém atrapalhe seu futuro. Porém suas ações podem pôr tudo a perder, e Sofia descobre que a única pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre é ela própria.
Em Encontrada: À espera do felizes para sempre, Carina Rissi traz de volta o mundo apaixonante de Ian e Sofia, nos permitindo mergulhar mais uma vez nesta maluca e envolvente história de amor.
Fiquei muito animada quando soube que a Carina Rissi resolveu dar continuidade a essa história de amor, até porque fiquei com um gostinho de quero mais assim que terminei de ler Perdida, e mal pude esperar para ver o me aguardava e nooooooossa, foi ainda mais apaixonante e engraçado que o primeiro livro.

Foi com um grande sorriso que dei as boas vindas novamente ao casal Sofian, que é simplesmente impossível alguém não se apaixonar, seja pela teimosia de Sofia e sua propensão a confusões ou pelo carinho e cavalheirismo de Ian, (que faria um bem danado se ele existisse na vida real!!), e os personagens coadjuvantes são tão encantadores quanto nosso casal principal e sabem roubar a cena também.

É notável o talento de Carina e como sua escrita nos prende e transporta e a gente se vê rindo, chorando e torcendo para que todos os seus personagens possam ser felizes. E um dos detalhes que me fez amar ainda mais o enredo de “Encontrada” é que não é só o amor que sustenta um casamento e Sofia aprende isso aos poucos. Ela precisa se acostumar com o modo de viver do século XIX, e sendo do jeito que ela é, fica difícil mudar de uma hora para outra, e Ian a ama exatamente desse jeito, mas ele também pode ser bem obstinado quando quer, no entanto ambos precisam aceitar que podem aprender um com outro e se encontrarem no meio do caminho.

Encontrada é uma leitura romântica, repleta de momentos que te fazem ora suspirar, ora rir e chorar, e com um final mais do que perfeito. Um livro pra se manter sempre por perto, com uma escrita apaixonante e que vicia. E ainda há muito pelo que se esperar, já que a autora prometeu mais quatro livros pra fazer parte dessa série e eu mal vejo a hora de lê-los.

E vocês? Já leram algum livro da Carina? O que acharam?
Beijinhos!

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Nota: 5/5 estrelas
Autor: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 448
“Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos... e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar...”
Resenha da minha autora favorita de todos os tempos, então já sabem: mega favoritado e mais do que recomendado como sempre. Se você ainda desconhece os livros da Carina Rissi, faça um favor a si mesmo e leia-os, vai ser a melhor decisão que vai tomar na vida.

Quando a Carina tinha mencionado anteriormente que iria escrever uma história sobre um irlandês, fiquei extremamente interessada, afinal a Irlanda é um dos meus sonhos de viagem, e quando finalmente pude ler essa obra posso dizer que, QUE LIVRO MARAVILHOSO DA VIDA!

Por misturar fantasia e realidade, Carina entrelaça uma história dentro de outra, como comprar 2 livros pelo preço de um, afinal ao mesmo tempo em que acompanhamos a vida de Briana, também vemos a história que se desenrola em seus sonhos e do maravilhoso guerreiro irlandês que povoa seus pensamentos. E se tem algo que amo é um bom romance! Junto dela mergulhamos nesse romance medieval irlandês, onde nos apaixonamos pelo casal que é constantemente testado pelo destino, torcendo pela sua felicidade e tentando descobrir como esses sonhos se encaixam na realidade da vida da protagonista.

E não há como não se apaixonar por Briana! Ela nos conquista com seu tremendo azar (coitada da menina, Carina!) e sua personalidade forte, não se deixando abater quando aparentemente nada parece dar certo em sua vida. Tudo que faz é com o pensamento em ajudar sua família, em formas de deixar sua mãe e irmã felizes, assim como manter a pensão funcionando. Como as outras heroínas da autora, Briana não quer saber do amor, focando seus pensamentos no trabalho e/ou família, e quando encontra seu interesse amoroso, assim como todas as outras também, ela passa por uma situação cômica e inusitada (é pra deixar os mocinhos impactados, né?).

Mais um namorado literário entra para a lista ao conhecermos Gael. Misterioso, taciturno e solitário, ele sofreu uma grande perda no passado e por isso se fechou para o mundo e o amor, mas ao conhecer Briana e deixar que ela entre em sua vida, com seus sorrisos e jeito atrapalhado, aos poucos ele passa a viver novamente e abrir seu coração. O romance entre os dois cresce a partir das pequenas coisas, das conversas diárias e das histórias que compartilham, derrubando aos poucos as barreiras que cada um tinha e fortalecendo seu laço de amizade e confiança.
 
Tão apaixonantes quanto o casal principal (ou casais), são os personagens secundários, que nos garantem boas risadas. Aisla, irmã de Briana, com seu jeito doidinho e espevitado tem uma forte presença durante o livro, oferecendo conselhos e ajudando Briana a tomar decisões (já quero um livro dela!!!). Lorenzo (meu crush italiano), melhor amigo de Gael, também tem seus “esqueletos no armário”, mas é divertido e engraçado e está sempre visando o bem do amigo. E não poderia deixar de falar também sobre Dona Lola, a moradora da pensão, que sempre tinha alguns ensinamentos para dar.

Casando a realidade com os sonhos e inserindo a Irlanda e suas lendas celtas como pano de fundo, Carina Rissi cria o cenário perfeito para uma história de amor, família e perdão, te transportando para dentro do livro, nos fazendo rir, chorar e suspirar por esses personagens que vou carregar para sempre comigo.

Já conhece os livros da Carina? Qual o seu favorito?
Beijinhos!

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domingo, 6 de agosto de 2017



Nota: 5/5 estrelas
Título original: An Ember in the Ashes
Autor: Sabaa Tahir
Série: Uma Chama entre as Cinzas, livro 1
Editora: Verus
Páginas: 432

"Laia é uma escrava. Elias é um soldado. Nenhum dos dois é livre. No Império Marcial, a resposta para o desacato é a morte. Aqueles que não dão o próprio sangue pelo imperador arriscam perder as pessoas que amam e tudo que lhes é mais caro. É neste mundo brutal que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. Eles não desafiam o Império, pois já viram o que acontece com quem se atreve a isso. Mas, quando o irmão de Laia é preso acusado de traição, ela é forçada a tomar uma atitude. Em troca da ajuda de rebeldes que prometem resgatar seu irmão, ela vai arriscar a própria vida para agir como espiã dentro da academia militar do Império. Ali, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia — e, secretamente, o mais relutante. O que Elias mais quer é se libertar da tirania que vem sendo treinado para aplicar. Logo ele e Laia percebem que a vida de ambos está interligada — e que suas escolhas podem mudar para sempre o destino do próprio Império."


Uma das melhores leituras que realizei ano passado (2016) e que acabei por reler agora (e favoritar mais uma vez), para poder prosseguir com a história no segundo volume. Sabaa Tahir nos dá um livro de estreia inesquecível, com um mundo cruel onde nossos protagonistas precisam ser destemidos se quiserem ter alguma chance de sobreviver.

Confesso que julguei o livro pela capa mesmo, afinal ela está incrível e me fez ter altas expectativas em relação ao enredo, e posso dizer que todas foram atendidas. Narrado por um ponto de vista duplo, acompanhamos o desenrolar da história através dos olhos de Laia e Elias, personagens que representam os extremos opostos do governo do Império, mas que são muito parecidos em seus anseios por mudanças. A alternância entre os dois permitiu que seus eles fossem bem desenvolvidos e amadurecessem durante a narrativa, assim como também nos mostrou o lado dos conquistadores e dos conquistados.

Com um enfoque mais político, o romance acaba adquirindo um papel secundário na história, mas vai sendo construído aos poucos, nos fazendo questionar com quem eles ficarão no final, o meu único receio a respeito de todo o contexto do livro. A autora parece construir um verdadeiro quadrado amoroso, e como sou uma pessoa que tem horror à triângulos amorosos (menos o de Peças Infernais da Cassandra Clare, aquele foi perfeito), adicionar mais uma pessoa à toda essa confusão de sentimentos parece uma receita certa para o desastre. Confesso que não torço para ninguém em particular, até porque não houve tantos momentos para que algo mais concreto fosse desenvolvido e também não desejo que a Sabaa caia no clichê do “melhor amigo”.

Quanto aos personagens secundários, eles se destacam tanto quanto os principais e possuem vozes e personalidades bem distintas também. Helene é definitivamente aquela que se sobressai, apesar de sua lealdade para/com o Império ser algo que ao mesmo tempo em que me fascina, acaba por me irritar. Izzi e Cozinheira são outras duas personagens femininas fortes, que demonstram uma imensa coragem ao lidar com o dia a dia na Academia Blackcliff e as demandas da Comandante, um ser desprezível, cujo propósito é infernizar a vida de todos e ser o pior tipo de pessoa possível (entrou para o meu Hall de Antagonistas Detestáveis).

Apesar das 400 páginas, a escrita da autora é fluida e te prende de tal maneira que você não consegue largar o livro até a página final. A construção de mundo é uma das mais envolventes e originais que já li! Cheia de complexidades e voltada para as intrigas políticas do governo, somos apresentados ao Império Marcial que mantém um regime de opressão e brutalidade com os povos que domina, assim como somos introduzidos ao lado fantástico, ao nos depararmos com djinns, ifrits e outras criaturas mágicas, nos dando uma mitologia cativante que me faz ansiar pelos próximos volumes, onde espero que elas sejam mais explicadas.

Mesmo sendo uma fantasia voltada para o público jovem adulto, a autora mostra que não tem medo algum em expor a violência com a qual os personagens convivem diariamente, então se preparem para muito sofrimento, lágrimas e sangue, mas também para uma chama de esperança num território tão hostil.

Comente aqui um livro com um antagonista tão detestável quanto a Comandante.

Beijinhos,

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terça-feira, 11 de julho de 2017

Nota: 4,5/5
Titulo original: The Dream Thieves
Autor:  Maggie Stiefvater
Série: Garotos Corvos, livro 2
Editora: Verus
Páginas: 429
Ladrões de sonhos, o segundo volume da Saga dos Corvos, traz de volta a imaginação selvagem e as reviravoltas eletrizantes que somente uma autora original como Maggie Stiefvater é capaz de criar.
Ao lado de Blue, os garotos corvos — o privilegiado Gansey, o torturado Adam, o espectral Noah e o sombrio e perigoso Ronan — continuam sua busca pelo lendário rei galês Glendower. Mas suas explorações enfrentam um duro contratempo conforme segredos, sonhos e pesadelos começam a enfraquecer a linha ley — um canal invisível de energia que conecta lugares sagrados e que pode levá-los até o rei.
Será por isso que a floresta mística de Cabeswater sumiu inexplicavelmente? Quem é o misterioso Homem Cinzento e por que ele está procurando o Greywaren, uma relíquia que permite tirar objetos de sonhos? E o que isso tem a ver com o indecifrável Ronan?
Conforme Blue e os garotos corvos procuram respostas a essas e outras questões, o perigo que os envolve se torna cada vez mais real, e será preciso apostar todas as fichas nessa aventura enigmática.
Na resenha de Garotos Corvos confessei uma certa decepção com o livro, pois esperava mais dele, só que tantas pessoas que conheço falaram para eu continuar que fui em frente, e preciso fazer uma nova confissão, o segundo foi bem melhor. O início foi lento sim, pecou nos desenvolvimentos de alguns personagens, focando demais em outros, porém as peças começaram a se encaixar na minha mente.

No primeiro livro da série, muito é apresentado, algumas coisas ficaram soltas, me deixando perdida e senti que Blue, que para mim era o diferencial, ficou completamente apagada da metade para o final. Nesse livro ela manteve a parte de não ser tão importante assim (infelizmente), pois eu sempre espero mais dela, entretanto, entendi que ela passou pelo momento de confusão que todo protagonista tem até conseguir se achar, e se ela não fizer isso no próximo livro, eu desisto dela.

Ronam e Adam são as verdadeiras estrelas desse livro junto com a mãe e as tias de Blue, elas sim brilharam. Todo o desenvolvimento que ocorre com os dois personagens e o que é revelado sobre eles, me fez ficar muito empolgada sobre o que mais estava por vir, tão empolgada que quase não me incomodou tanto o fato de Noah e Gansey terem ficado completamente apagados (ao lado de Blue).

Já a mãe e tias de Blue, consegui vê-las como uma representação do mito das Moiras (mito grego). Para quem não sabe as Moiras são três deusas irmãs, que tecem o fio da vida, e determinam o destino das pessoas. Vê-las dessa forma me deu mais uma clareza de suas habilidades especiais e se enquadraram melhor em toda história.

O final do livro nos deixa completamente sedento por mais, quando você vê a forma que acaba só pensa: “- Tá...onde eu deixei o terceiro livro? AHH, na livraria? Vou lá buscá-lo agora mesmo.”

Agora vocês me perguntam, “Nossa 4.5 estrelas para um livro que apagou tantos personagens importantes?” SIM!!!! Primeiro, pois eu realmente estou na fé que a autora dividiu a saga por momentos, e cada personagem vai ter o seu, então apenas não era o momento de eles estarem ao sol. Dois, porque o que o livro traz de complemento no geral da aventura me agradou mais do que foi mostrado a princípio no primeiro livro, então sim, tirei meio ponto (ou estrela), pois realmente achei o início parado, e isso pode levar a algumas pessoas a desanimarem da leitura.

OBS: Quando o sentido do título do livro se mostrou para mim, foi um daqueles momento de excitação que você se sente o próximo Isaac Newton.

Comente aqui aquele livro que mesmo com erros, ainda foi incrível da mesma forma.

XOXO.

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