Nota: 4/5 estrelas
Título original: A Torch against the Night
Autor: Sabaa Tahir
Série: Uma Chama entre as Cinzas, livro 2
Editora: Verus
Páginas: 434
“O segundo livro da história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem
e esperança. Ambientado em um mundo brutal inspirado na Roma Antiga, "Uma
Chama Entre as Cinzas" contou a história de Laia, uma escrava lutando por
sua família, e Elias, um soldado lutando pela liberdade. Agora, em "Uma
Tocha Na Escuridão", ambos estão em fuga, lutando pela vida. Após os
eventos da quarta Eliminatória, os soldados marciais saem à caça de Laia e
Elias enquanto eles escapam de Serra e partem numa arriscada jornada pelo
coração do Império. Laia está determinada a invadir Kauf, a prisão mais segura
e perigosa do Império, para salvar seu irmão, cujo conhecimento do aço sérrico
é a chave para o futuro dos Eruditos. E Elias está determinado a ficar ao lado
dela - mesmo que isso signifique abrir mão da própria liberdade. Mas forças
sombrias, tanto humanas quanto sobrenaturais, estão trabalhando contra eles.
Elias e Laia terão de lutar a cada passo do caminho se quiserem derrotar seus
inimigos: o sanguinário imperador Marcus, a cruel comandante, o sádico diretor
de Kauf e, o mais doloroso de todos, Helene - a ex-melhor amiga de Elias e nova
Águia de Sangue do Império. A missão de Helene é terrível, porém clara:
encontrar o traidor Elias Veturius e a escrava erudita que o ajudou a
escapar... e acabar com os dois. Mas como matar alguém que você ama desesperadamente?”
Essa resenha contém spoilers do livro anterior, Uma Chama entre as Cinzas, por isso, cuidado com as palavras a seguir.
Uma palavra
excelente para descrever os acontecimentos desse volume seria brutal. Sabaa Tahir é capaz de criar
uma história tão envolvente quanto o tecer de uma teia de aranha. E quando você
menos espera acaba por “levar um bote” bem no coração.
Partindo
exatamente do ponto onde termina Uma chama entre as cinzas, somos levados
pelos territórios do Império junto de Elias e Laia conforme tentam escapar do
novo imperador, sua Águia de Sangue e uma inimiga ainda mais traiçoeira, a
Comandante. No entanto, as atitudes que ambos tomaram no livro anterior
acarretaram em graves consequências para os habitantes do Império, que aos
poucos vai se expandindo para os outros povos, fazendo com que a única chance
de um futuro melhor dependa do irmão de Laia, Darin.
Onde antes só
houve pinceladas a respeito da fantasia criada pela autora, agora tal universo
é expandido consideravelmente, assim como executa um papel principal na vida
dos personagens. Descobrimos mais sobre o Portador da Noite e suas motivações,
e também vemos o quão intrinsecamente interligado ele está com grandes
acontecimentos do Império. Conforme percorremos o território Imperial, acabamos
por descobrir mais sobre os Tribais e consequentemente sobre a família adotiva
de Elias, nos dando uma excelente visão da dinâmica entre esses povos.
Um dos
problemas principais desse livro que afetou profundamente minha experiência de
leitura foi o modo como a autora conduziu a narrativa. É inegável que as
primeiras páginas são recheadas de ação, visto a situação dos protagonistas,
todavia todo o propósito que os estava guiando em sua missão acaba sendo
somente abordado próximo ao final do livro, fazendo com que diversas partes do
meio se tornassem um verdadeiro marasmo.
Apesar de tudo
que estava acontecendo na trama, com as perseguições, a corrida até a Kauf e a
constante preocupação com seu povo, nesse volume Laia estava muito mais
preocupada em explorar seus sentimentos por Elias e Keenan. Fazendo um
incansável bate-bola entre os dois que só me fez lembrar América, de A Seleção
(que esgotou minha paciência em seu livro). Por mais que Laia continue uma
personagem forte, sua presença acabou sendo ofuscada por seus interesses
amorosos.
Elias me
surpreendeu e muito com toda a perseverança que demonstrou com os obstáculos
que surgiam em seu trajeto, mas me doía o coração ver o quão emocionalmente
destruído ele ficava com todas as difíceis decisões que precisava tomar. Foi um
plot twist o caminho que a autora
escolheu para o personagem, o que me deixa extremamente curiosa a respeito de
como tal desdobramento se dará no próximo volume, que tem total relação com seu
título (Reaper at the Gates).
Agora, aquela
que abrilhantou toda essa história foi uma personagem que dividiu minha opinião
no primeiro volume, Helene Aquilla. Presa num conflito moral entre sua lealdade
para/com o Império e sua amizade com Elias, o preço que paga por suas escolhas
é alto, causando diversos conflitos internos a respeito do que deve fazer com o
quer fazer. Seus capítulos foram os melhores, mesmo que os mais dolorosos,
mostrando-nos que às vezes podemos aguentar muito mais do que achamos possível
e ainda sairmos mais fortes do que antes.
Sua narrativa
acaba por nos inserir mais na politicagem Imperial, onde absolutamente nada é o
que parece, traições e reviravoltas são uma ocorrência constante e confiança é
a última coisa que qualquer um poderia encontrar. A autora realmente soube
utilizar seus talentos a fim de poder chocar ao máximo o leitor com tantas
revelações e novas linhas narrativas, fazendo com que a leitura fosse viciante,
apesar de seus pontos negativos.
É inegável que Uma tocha na escuridão é uma sequência de peso na saga Uma chama entre as
cinzas, mantendo o ritmo acelerado do primeiro livro enquanto faz revelações
bombásticas, nos deixando boquiabertos com os caminhos que a autora escolheu
tomar. Definitivamente, essa é uma série pela qual vale a pena acompanhar.
Comente aqui um livro que lhe deixou boquiaberto com suas revelações.
Beijinhos!




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