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terça-feira, 5 de junho de 2018

Nota: 4/5
Titulo original: The Woman in Cabin 10
Autor: Ruth Ware
Editora: Rocco
Páginas: 317
Aclamado pela crítica e há mais de 30 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times, A mulher na cabine 10 estabelece de vez Ruth Ware como um dos grandes nomes do suspense contemporâneo, na melhor tradição de Agatha Christie. No livro, uma jornalista de turismo tenta se recuperar de um trauma quando é convidada para cobrir a viagem inaugural de um luxuoso navio. Mas, o que parecia a oportunidade perfeita para se esquecer dos recentes acontecimentos acaba se tornando um pesadelo quando, numa noite durante o cruzeiro, ela vê um corpo sendo jogado ao mar da cabine vizinha à sua. E o pior: os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ao seu lado e que a lista de passageiros está completa. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos, Lo Blacklock precisa encarar a possibilidade de que talvez tenha cometido um terrível engano. Ou encontrar qualquer prova de que foi testemunha de um crime e de que há um assassino entre as cabines e salões luxuosos e os passageiros indiferentes do Aurora Boreal.
Antes de começar falar sobre a história, eu gostaria de dizer de algumas coisas mais técnicas do livro, como a capa que, apesar de ter ficado bem bonita e misteriosa, não traz o feeling real do livro. Pelo menos, não trouxe pra mim. Em algumas páginas, mais pro final (depois da 230, eu acho), contém muitos erros por falta de revisão, me incomodando bastante ainda mais por ser em uma folha frente e verso. 

Tendo dito, vamos para o enredo!

Esse livro me fez lembrar de Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie, sem contar que é uma boa pra quem é fã desta autora (assim como eu), já que a atmosfera é muito parecida. Mas devo acrescentar que é uma mera lembrança ao título de Agatha. 

Eu estava sentindo falta de ler algo em que eu pudesse bancar a detetive para juntar as peças para chegar numa resposta, e esse livro foi ótimo nesse sentido. A leitura mexeu com minhas ideias, me deixou confusa e com sede pela verdade. Fiquei louca para terminar e assim poder saber se meus pensamentos estavam indo pelo caminho certo ou não. E bem... peguei um desvio nesse percurso mental e me perdi. A reviravolta foi algo totalmente inesperado, e isso foi incrível.

O livro conta com trechos de jornais e e-mails datados, pra que nós, leitores, pudéssemos entender o que estava acontecendo em terra firme, em paralelo aos ocorridos no iate. Embora haja datas que servem para nos situar, essas colocações acabam ficando muito confusas no início, mas depois acaba se encaixando de forma a fazer sentido.

Além disso, o meu ponto favorito foi a adrenalina que me causou. Me senti aflita, eufórica, ansiosa. Se estivesse vendo na televisão o que li, certamente teria dado uns gritos nervosos. A descrição dos detalhes não é exagerada, contudo o suficiente para fazer com que a gente visualize tudo e sinta a tensão, sem contar que uma história dessas fica ainda mais legal em primeira pessoa, porque assim temos como saber tim-tim por tim-tim dos conflitos internos na mente da protagonista.

Só acho que o final deixou muito a desejar. Não é ruim, porém ficou abaixo do que eu esperava, levando em consideração todo desenrolar da história geral e dos personagens. Acho que poderia ter sido ao menos um pouco aprofundado. 

A Mulher na Cabine 10 é uma prima pedida pra quem adora suspense, reviravoltas e bancar o Hercule Poirot ou Sherlock Holmes.

Até mais!

Onde achar: AMAZON / CULTURA / SARAIVA / SUBMARINO
Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB




domingo, 6 de maio de 2018

Nota: 5/5 
Título original: Bird Box 
Autor: Josh Malerman 
Editora: Intrínseca 
Páginas: 268 

"Romance de estreia de Josh Malerman, “Caixa de Pássaros” é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão."



Caixa de Pássaros é primeiro livro de Josh Malerman, que estreou com grande sucesso. Me lembro do dia em que uma amiga indicou esse livro e, algumas semanas depois, eu já estava repassando essa indicação para todos outros amigos, porque é muito bom!

Logo na capa que, diga-se de passagem, é linda e obscura, está dizendo que a história deve ser lida de uma vez só, então foi o que eu fiz. Mesmo que você não consiga ler tudo direto, é bem provável que sinta vontade. O enredo é envolvente e intrigante. 

Gosto de ler sobre o mundo pós-apocalíptico, e esse foi um dos motivos para um ficar tão interessada, mas não o principal. Embora eu não seja fã de uma escrita mais corrida, focada nas ações, acabei adorando no contexto de Caixa de Pássaros. 

A dinâmica na escrita deixa a leitura mais instigante e, devo admitir, cria uma atmosfera tão tensa a ponto de ter me deixado com um pouco de medo. Não era um medo semelhante ao que nós normalmente sentimos ao ver um filme de terror, achando que algo pode acontecer com a gente durante à noite. Era medo pelo personagem, por conta das descrições enérgicas dos acontecimentos, que, de certa forma, foram capazes de me fazer sentir na pele dos personagens. Sinceramente, espero que todos possam sentir isso durante a leitura. 

A questão mais fascinante é temer a presença de algo que não pode ser visto. Não é confuso ter medo de algo, mas não saber o que é, mas também não poder se atrever a descobrir?

Além disso, a Netflix comprou os direitos autorais para a adaptação cinematográfica, com Sandra Bullock no elenco, interpretando a protagonista Malorie.

Se você é fã de suspense e de Stephen King, com certeza vai gostar de Josh Malerman. 

Até mais! 


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Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB

quarta-feira, 14 de março de 2018


Mais uma série original Netflix, baseada no livro de Margaret Atwood, Vulgo Grace. Que por sua vez é baseada em fatos reais, deixo aqui minha observação de que a liberdade poética da autora e também dos roteiristas é sempre levada em conta.

Alias Grace conta a história de uma imigrante irlandesa que vai para o Canadá ainda pequena com sua família, e depois de atingir a adolescência se vê condenada por assassinato, porém nunca foi possível comprovar sua participação, até porque ela alega não se recordar do assassinato. Isso tudo se passa por volta de 1843. Um psiquiatra então é contratado para descobrir se ela está mentindo sobre não se lembra, ou se realmente não lembra do que aconteceu.

Eu definitivamente amei tudo nesse seriado, a história vai sendo contada através da própria Grace em suas conversas com o psiquiatra, que não é só um coadjuvante nessa história, ele se envolve tanto quanto a gente e fica tão fissurado quanto a gente, o que pra mim que faço psicologia é um prato cheio.

O barato é não saber se Grace é ou não culpada, se o que está dizendo é ou não verdade. Porque afinal de contas, só tem ela viva para contar a história, todos os outros envolvidos estão mortos!

Eu mudei de opinião diversas vezes durante a história, mas confesso que até hoje não consigo chegar a uma conclusão do que realmente aconteceu com aquela mulher. A real Grace é descrita como uma mulher cativante, e a atuação de Sarah Gordon é exatamente isso, cativante. A atriz incorporou a personagem de uma maneira, que não consigo visualizar uma sem a outra, o olhar, o sotaque irlandês, o suspense e a vitimização estavam tão marcados que o trabalho foi impecável.

Evolvente e cheia de suspense Alias Grace é de tirar o fôlego! Se você já viu, comenta aqui e vamos fazer teorias, se ainda não assistiu corre lá e volta pra falar comigo!!

Até a próxima!


sábado, 10 de março de 2018

Nota: 4,5/5
Titulo original: The Pagan Stone
Autor: Nota Roberts
Série: Trilogia Sina do Sete, livro 3
Editora: Arqueiro
Páginas: 271
Partilhando visões de morte e fogo, os irmãos de sangue Cal, Fox e Gage e as mulheres ligadas a eles pelo destino, Quinn, Layla e Cybil, não podem ignorar o fato de que o demônio está mais forte do que nunca e que a batalha final pela cidade de Hawkins Hollow está a poucos meses de acontecer.
A boa notícia é que eles conseguiram a arma necessária para deter o inimigo ao unir os três pedaços de jaspe-sanguíneo. A má notícia é que ainda não sabem como usá-la e o tempo está se esgotando.
Compartilhando o dom de ver o futuro, Cybil e Gage podem descobrir a resposta para esse enigma se trabalharem juntos. Só que, além de não terem nada em comum, os dois se recusam a ceder aos próprios sentimentos. Um jogador profissional como Gage sabe que se entregar a uma mulher como Cybil – com a inteligência, a força e a beleza devastadora dela – pode ser uma aposta muito alta. E qualquer erro de estratégia pode significar a diferença entre o apocalipse e o fim do pesadelo para Hawkins Hollow.
Em A Pedra Pagã, Nora Roberts encerra a emocionante trilogia A Sina do Sete, uma história sobre família, amor e amizade que consegue arrancar arrepios e suspiros de seus leitores.

Para começar, eu estava muito ansiosa pra conhecer Gage melhor, especialmente porque, dentre todos os seis personagens, ele é o que menos tem diálogo e participa nos primeiros volumes anteriores. É claro que isso tem a ver com a personalidade dele, mas despertou bastante a minha curiosidade. 

Essa é uma das razões pela qual eu gostei muito da maior parte do livro. Conhecer mais sobre o problemático do grupo ao ler acerca do desenvolvimento dele ao longo das páginas foi ótimo (GAGE, VOCÊ É INCRÍVEL)! 

Não posso deixar de falar da mulher protagonista, Cybil. Embora tenha tido uma participação grande durante o princípio, em A Pedra Pagã percebi que ela é uma personagem que se aproxima do real. Para explicar melhor: Cybil está longe do clichê nessa história, comparada aos outros. Na verdade, tanto ela quanto o casal que forma com Gage compõem uma dupla madura e com perspectivas bem palpáveis. 

Bem, vamos aprofundar quanto a narrativa em si. O fim da trilogia é realmente bom, atentando também à capa que, assim como as outras, ficou linda demais, trazendo a imagem do que se esperar ao inciar a leitura (só não entendi o porquê dos pássaros). Porém, essa primeira edição veio com alguns errinhos de revisão. 

Agora, o desfecho foi confuso e até decepcionante, porque eu tinha expectativas muito elevadas, mas que eram condizentes. Toda trama, inicialmente, parecia fazer parte de algo bem grandioso e não merecia ter um resultado que eu considerei meio medíocre. É ótimo até certo ponto, porém, depois, parece que os motivos e propósitos se perdem e não fazem tanto sentido, assim como o destino das personagens.

De qualquer maneira, a saga vale bastante a pena e talvez tenha sido minha favorita de 2017 (embora eu esteja escrevendo em 2018). Então, se joguem na Sina do Sete!

Até mais! 


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Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB


domingo, 11 de fevereiro de 2018

Nota: 4,8/5
Titulo original: The Hollow
Autor: Nora Roberts
Série: A Sina do Sete, livro 2
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
"Quando tinham apenas 10 anos, Fox, Cal e Gage libertaram um demônio aprisionado havia séculos ao fazerem um pacto de sangue sobre a Pedra Pagã. O inocente ritual deu poderes sobrenaturais aos três jovens, mas lançou uma terrível maldição sobre Hawkins Hollow: a cada sete anos, a cidade é dominada por atos de loucura, violência e destruição.
Vinte e um anos depois, esses irmãos de sangue começam a enfrentar mais um ciclo de batalhas contra o demônio, que terá seu auge no sétimo mês. Mas desta vez não estarão sozinhos: ao lado do trio de amigos estão Quinn, Layla e Cybil, três mulheres corajosas ligadas a eles pelo destino.
Fox O’Dell, o advogado da cidade, é capaz de ler mentes, um talento que compartilha com Layla Darnell. A conexão entre eles pode se tornar o trunfo de que o grupo precisa para derrotar as trevas que ameaçam engolir a cidade. Porém, Layla está tendo dificuldade em lidar com sua recém-descoberta habilidade e com a forte atração que sente por Fox.
Em A maldição de Hollow, Nora Roberts dá continuidade à trilogia A Sina do Sete e prepara o leitor para o emocionante clímax dessa batalha sobrenatural em busca da salvação de uma pequena cidade."
A Maldição de Hollow é, sem dúvidas, o meu livro favorito da série e isso se dá muito pelo apego que tenho pelo hippie adorador de Coca-Cola, Fox O'Dell. Ainda que ele venha de uma família amorosa, generosa, atenciosa (eu poderia listar tantos adjetivos para os O'Dell), Fox tem um antecedente que me surpreendeu um pouco, de forma boa apesar dos pesares. 

Assim como quase todo mundo, o que ficou para trás tem o potencial de nos prender a algo que já se foi. Porém há uma mescla bem interessante e madura com a qual o advogado lida com isso,  me fazendo apreciar ainda mais a leitura por dar um ar condizente à história. 

Enquanto os personagens da primeira parte, Quinn e Caleb, lidam com os poderes de ver o passado, Layla e Fox estão concentrados no presente. A dinâmica de como essa energia funciona entre eles não me pareceu muito elaborada, é mais como uma telepatia do que o real uso da "mágica" para o momento, embora seja útil. Provavelmente esse meu ponto de vista ficará mais claro durante a leitura.

Como sempre e, infelizmente, tem alguma coisinha que eu não curto na história. Neste caso, se trata da trama focada nas personagens. Bom, cada livro para um casal para que todos tenham seu espaço de relevância, certo? Certo. A sequência da trilogia, na minha opinião, era pra estar quase totalmente direcionada à Fox e Layla, mas diz muito quanto o casal do volume anterior, e eu não gostei disso. Todos fazem parte das narrativas no geral, entretanto, como dizem, "cada um no seu quadrado". Acho que os principais mereciam mais destaque.

Falando nisso, chegou a vez de Layla! Até então ela é a mulher mais pé no chão do grupo, isso porque enquanto as outras aparentam estarem, de certa forma, empolgadas com os acontecimentos e possibilidades futuras, Layla também mantém preocupações tangíveis em mente. Como, por exemplo, toda vida que ela deixou em Nova York, o emprego, casa e etc. Fico chateada por ela ser descrita em situações que a fazem parecer frágil, pois, se pararmos para analisar, esta é a única outsider que tinha uma vida sem muitas anormalidades  longe de qualquer coisa sobrenatural e ela desde o início da série está lidando muito bem com as coisas. Se fosse eu, teria voltado pra minha casa no momento em que descobrisse a intenção de um demônio em acabar com a minha vida

Mesmo que haja várias críticas, mantenho minha palavra quanto ao favoritismo falado no início. Amei conhecer ambos protagonistas e me encantar ainda mais por eles ao longo do enredo. A história em si que deixa um pouquinho a desejar. Fazer o que? Isso é normal. 

Ah! Quero encerrar dizer: FOX E LAYLA MELHOR CASAL!

Até mais!

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Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB

domingo, 14 de janeiro de 2018

Nota: 4,9/5
Titulo original: Blood Brothers
Autor: Nora Roberts
Série: A Sina do Sete, livro 1
Editora: Arqueiro
Páginas: 279
A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca.
Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra.
Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa,
Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade.
Em Irmãos de sangue, Nora Roberts mostra uma nova faceta como escritora, dando início a uma trilogia arrebatadora em que o amor é a força necessária para vencer os sombrios obstáculos de um lugar dominado pelo mal.
"Nunca julgue um livro pela capa", mas foi o que eu fiz. E não me arrependi. Primeiramente, eu nem sabia do que se tratava direito, apenas lembrava de ter visto alguma vez em uma página e lido a sinopse rapidamente. No final das contas, acabei me tornando uma fã. 

O primeiro livro da trilogia A Sina do Sete tem uma ambientação incrível, pelo menos pra mim. Sou apaixonada pela vibe dos anos 80, especialmente depois de "Stranger Things" que trouxe tudo isso à tona, e gosto ainda mais de histórias que envolvam o período colonial da América, com todo aquele ar misterioso de novas descobertas lidando com o desconhecido, um recomeço de vidas... Agora, imagine tudo isso junto e ainda mais! Estou falando de Irmãos de Sangue.  

Nora Roberts também é conhecida por ter o sobrenatural como uma grande peça dos seus enredos, e nesse livro não é diferente. E o que faz com que essa história possa atrair a atenção das pessoas é que este ponto, mesmo que tenha um clima tenso em alguns momentos, também é descontraído contendo uma leitura bem leve e fluída. Não é para causar medo, por exemplo, e sim, pra gerar aquela curiosidade que faz a gente ficar ansioso querendo saber logo o que acontece na página seguinte ou até mesmo no final da série!   

Além do tema principal, essa saga é focada em três pares de casais, cada um deles sendo protagonistas de suas próprias histórias. Isso é algo que me deixou contente, porque nesse primeiro livro conhecemos Caleb (Cal) Hawkins e Quinn Black (falo mais sobre eles logo, logo) bem à fundo, lendo sobre os pontos de vistas deles, histórias de vida e o relacionamento dos dois. Só que no início eu pensava "Ok, gostei deles. Mas também quero saber dos outros, quando essa parte vai chegar?!". Sim, sou apressada... É importante dizer que nada é por acaso aqui... 

A primeira parte da história conta sobre a infância dos mais que amigos, friends de 9/10 anos, praticamente irmãos, Cal, Fox e Gage, em 1987. Imagine aquele trio que vive numa cidadezinha no interior dos Estados Unidos, onde as crianças andavam de bicicleta pra lá e para cá o dia todo, se juntavam num clubinho para fazer besteiras escondidos dos pais, saiam para acampar, nadar no lago, explorar a floresta e que, acima de tudo, eram muito próximos. E foi no começo que me encantei pela criança míope de óculos fundo de garrafa e certinha que era Caleb Hawkins, o mais sensato e atento do grupo, desde a infância. 

Cal é o personagem mais clichê da história: menino de classe média, o nerd, descendente dos fundadores da cidade de Hawkins Hollow, com grande influência na cidade, dentre outros. Tudo isso sem deixar interferir na singularidade apaixonante da personagem (em todos os sentidos). Falando em clichês, tem mais um, e esse realmente me incomodou. Desde os primeiros momentos de Cal e Quinn fica claro que eles se tornarão um casal e essa união acontece rápido demais. Sei que a maioria das pessoas gostam disso já que eles formam um casal bem legal, mas eu prefiro quando os relacionamentos são desenvolvidos com mais calma, sem ser quase jogado ali. Porém, depois que eles se juntam, possivelmente você vai querer que eles fiquem juntos para sempre, se casem, tenham filhos, dezenas de cachorros, gatos, papagaios, periquitos, ..., tudo juntos! 

Agora, falando da jornalista, escritora e amante do sobrenatural, Quinn Black, protagonista juntamente com Cal. Particularmente, eu a adorei! Me identifiquei bastante com a personagem em muitos sentidos. Ela é bem curiosa, extrovertida e realmente corre atrás do que é preciso para escrever suas histórias, sem contar que Quinn é uma personagem prática e com a mente aberta para novas ideias, disposta a acreditar, algo que ajuda muito durante o desenrolar da história. Infelizmente, ela tem um defeito que eu considero algo nada bom. Ela possui uma compulsão nada saudável pela dieta, o que me incomoda. Vocês entenderão melhor quando conhecerem Quinn.  

Por fim, esse livro trata bastante sobre como suas origens podem alterar sua vida eventualmente, e o que você está disposto a fazer quanto a isso. Ignorar ou querer entender? Nada é nenhuma união é coincidência em Irmãos de Sangue. 

Até mais! 


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Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB






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