Titulo original: Blood Brothers
Autor: Nora Roberts
Série: A Sina do Sete, livro 1
Série: A Sina do Sete, livro 1
Editora: Arqueiro
Páginas: 279
A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca.
Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra.
Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa,
Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade.
Em Irmãos de sangue, Nora Roberts mostra uma nova faceta como escritora, dando início a uma trilogia arrebatadora em que o amor é a força necessária para vencer os sombrios obstáculos de um lugar dominado pelo mal.
"Nunca julgue um livro pela capa", mas foi o que eu fiz. E não me arrependi. Primeiramente, eu nem sabia do que se tratava direito, apenas lembrava de ter visto alguma vez em uma página e lido a sinopse rapidamente. No final das contas, acabei me tornando uma fã.
O primeiro livro da trilogia A Sina do Sete tem uma ambientação incrível, pelo menos pra mim. Sou apaixonada pela vibe dos anos 80, especialmente depois de "Stranger Things" que trouxe tudo isso à tona, e gosto ainda mais de histórias que envolvam o período colonial da América, com todo aquele ar misterioso de novas descobertas lidando com o desconhecido, um recomeço de vidas... Agora, imagine tudo isso junto e ainda mais! Estou falando de Irmãos de Sangue.
Nora Roberts também é conhecida por ter o sobrenatural como uma grande peça dos seus enredos, e nesse livro não é diferente. E o que faz com que essa história possa atrair a atenção das pessoas é que este ponto, mesmo que tenha um clima tenso em alguns momentos, também é descontraído contendo uma leitura bem leve e fluída. Não é para causar medo, por exemplo, e sim, pra gerar aquela curiosidade que faz a gente ficar ansioso querendo saber logo o que acontece na página seguinte ou até mesmo no final da série!
Além do tema principal, essa saga é focada em três pares de casais, cada um deles sendo protagonistas de suas próprias histórias. Isso é algo que me deixou contente, porque nesse primeiro livro conhecemos Caleb (Cal) Hawkins e Quinn Black (falo mais sobre eles logo, logo) bem à fundo, lendo sobre os pontos de vistas deles, histórias de vida e o relacionamento dos dois. Só que no início eu pensava "Ok, gostei deles. Mas também quero saber dos outros, quando essa parte vai chegar?!". Sim, sou apressada... É importante dizer que nada é por acaso aqui...
A primeira parte da história conta sobre a infância dos mais que amigos, friends de 9/10 anos, praticamente irmãos, Cal, Fox e Gage, em 1987. Imagine aquele trio que vive numa cidadezinha no interior dos Estados Unidos, onde as crianças andavam de bicicleta pra lá e para cá o dia todo, se juntavam num clubinho para fazer besteiras escondidos dos pais, saiam para acampar, nadar no lago, explorar a floresta e que, acima de tudo, eram muito próximos. E foi no começo que me encantei pela criança míope de óculos fundo de garrafa e certinha que era Caleb Hawkins, o mais sensato e atento do grupo, desde a infância.
Cal é o personagem mais clichê da história: menino de classe média, o nerd, descendente dos fundadores da cidade de Hawkins Hollow, com grande influência na cidade, dentre outros. Tudo isso sem deixar interferir na singularidade apaixonante da personagem (em todos os sentidos). Falando em clichês, tem mais um, e esse realmente me incomodou. Desde os primeiros momentos de Cal e Quinn fica claro que eles se tornarão um casal e essa união acontece rápido demais. Sei que a maioria das pessoas gostam disso já que eles formam um casal bem legal, mas eu prefiro quando os relacionamentos são desenvolvidos com mais calma, sem ser quase jogado ali. Porém, depois que eles se juntam, possivelmente você vai querer que eles fiquem juntos para sempre, se casem, tenham filhos, dezenas de cachorros, gatos, papagaios, periquitos, ..., tudo juntos!
Agora, falando da jornalista, escritora e amante do sobrenatural, Quinn Black, protagonista juntamente com Cal. Particularmente, eu a adorei! Me identifiquei bastante com a personagem em muitos sentidos. Ela é bem curiosa, extrovertida e realmente corre atrás do que é preciso para escrever suas histórias, sem contar que Quinn é uma personagem prática e com a mente aberta para novas ideias, disposta a acreditar, algo que ajuda muito durante o desenrolar da história. Infelizmente, ela tem um defeito que eu considero algo nada bom. Ela possui uma compulsão nada saudável pela dieta, o que me incomoda. Vocês entenderão melhor quando conhecerem Quinn.
Por fim, esse livro trata bastante sobre como suas origens podem alterar sua vida eventualmente, e o que você está disposto a fazer quanto a isso. Ignorar ou querer entender? Nada é nenhuma união é coincidência em Irmãos de Sangue.
Até mais!




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