Titulo original: The Woman in Cabin 10
Autor: Ruth Ware
Editora: Rocco
Páginas: 317
Aclamado pela crítica e há mais de 30 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times, A mulher na cabine 10 estabelece de vez Ruth Ware como um dos grandes nomes do suspense contemporâneo, na melhor tradição de Agatha Christie. No livro, uma jornalista de turismo tenta se recuperar de um trauma quando é convidada para cobrir a viagem inaugural de um luxuoso navio. Mas, o que parecia a oportunidade perfeita para se esquecer dos recentes acontecimentos acaba se tornando um pesadelo quando, numa noite durante o cruzeiro, ela vê um corpo sendo jogado ao mar da cabine vizinha à sua. E o pior: os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ao seu lado e que a lista de passageiros está completa. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos, Lo Blacklock precisa encarar a possibilidade de que talvez tenha cometido um terrível engano. Ou encontrar qualquer prova de que foi testemunha de um crime e de que há um assassino entre as cabines e salões luxuosos e os passageiros indiferentes do Aurora Boreal.
Antes de começar falar sobre a história, eu gostaria de dizer de algumas coisas mais técnicas do livro, como a capa que, apesar de ter ficado bem bonita e misteriosa, não traz o feeling real do livro. Pelo menos, não trouxe pra mim. Em algumas páginas, mais pro final (depois da 230, eu acho), contém muitos erros por falta de revisão, me incomodando bastante ainda mais por ser em uma folha frente e verso.
Tendo dito, vamos para o enredo!
Esse livro me fez lembrar de Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie, sem contar que é uma boa pra quem é fã desta autora (assim como eu), já que a atmosfera é muito parecida. Mas devo acrescentar que é uma mera lembrança ao título de Agatha.
Eu estava sentindo falta de ler algo em que eu pudesse bancar a detetive para juntar as peças para chegar numa resposta, e esse livro foi ótimo nesse sentido. A leitura mexeu com minhas ideias, me deixou confusa e com sede pela verdade. Fiquei louca para terminar e assim poder saber se meus pensamentos estavam indo pelo caminho certo ou não. E bem... peguei um desvio nesse percurso mental e me perdi. A reviravolta foi algo totalmente inesperado, e isso foi incrível.
O livro conta com trechos de jornais e e-mails datados, pra que nós, leitores, pudéssemos entender o que estava acontecendo em terra firme, em paralelo aos ocorridos no iate. Embora haja datas que servem para nos situar, essas colocações acabam ficando muito confusas no início, mas depois acaba se encaixando de forma a fazer sentido.
Além disso, o meu ponto favorito foi a adrenalina que me causou. Me senti aflita, eufórica, ansiosa. Se estivesse vendo na televisão o que li, certamente teria dado uns gritos nervosos. A descrição dos detalhes não é exagerada, contudo o suficiente para fazer com que a gente visualize tudo e sinta a tensão, sem contar que uma história dessas fica ainda mais legal em primeira pessoa, porque assim temos como saber tim-tim por tim-tim dos conflitos internos na mente da protagonista.
Só acho que o final deixou muito a desejar. Não é ruim, porém ficou abaixo do que eu esperava, levando em consideração todo desenrolar da história geral e dos personagens. Acho que poderia ter sido ao menos um pouco aprofundado.
A Mulher na Cabine 10 é uma prima pedida pra quem adora suspense, reviravoltas e bancar o Hercule Poirot ou Sherlock Holmes.
Até mais!




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