Mais uma série original Netflix,
baseada no livro de Margaret Atwood,
Vulgo Grace. Que por sua vez é
baseada em fatos reais, deixo aqui minha observação de que a liberdade poética
da autora e também dos roteiristas é sempre levada em conta.
Alias Grace conta a história de uma imigrante irlandesa que
vai para o Canadá ainda pequena com sua família, e depois de atingir a
adolescência se vê condenada por assassinato, porém nunca foi possível
comprovar sua participação, até porque ela alega não se recordar do assassinato.
Isso tudo se passa por volta de 1843. Um psiquiatra então é contratado para
descobrir se ela está mentindo sobre não se lembra, ou se realmente não lembra
do que aconteceu.
Eu
definitivamente amei tudo nesse seriado, a história vai sendo contada através
da própria Grace em suas conversas com o psiquiatra, que não é só um
coadjuvante nessa história, ele se envolve tanto quanto a gente e fica tão
fissurado quanto a gente, o que pra mim que faço psicologia é um prato cheio.
O
barato é não saber se Grace é ou não culpada, se o que está dizendo é ou não verdade.
Porque afinal de contas, só tem ela viva para contar a história, todos os
outros envolvidos estão mortos!
Eu
mudei de opinião diversas vezes durante a história, mas confesso que até hoje
não consigo chegar a uma conclusão do que realmente aconteceu com aquela
mulher. A real Grace é descrita como uma mulher cativante, e a atuação de Sarah
Gordon é exatamente isso, cativante. A atriz incorporou a personagem de uma
maneira, que não consigo visualizar uma sem a outra, o olhar, o sotaque
irlandês, o suspense e a vitimização estavam tão marcados que o trabalho foi
impecável.
Evolvente
e cheia de suspense Alias Grace é de tirar o fôlego! Se você já viu, comenta
aqui e vamos fazer teorias, se ainda não assistiu corre lá e volta pra falar
comigo!!
Até
a próxima!




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