Nota: 4,8/5
Titulo original: Glass Sowrd
Autor: Victoria Aveyard
Tradutor: Cristian Clemente
Tradutor: Cristian Clemente
Série: A Rainha Vermelha, livro 2
Editora: Seguinte
Páginas: 490
“Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.”
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora.
Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.
Adoro continuações de livro que começam exatamente da
onde o anterior parou, porque ajuda meu cérebro a puxar o que aconteceu. Bom
preciso confessar que li A Rainha Vermelha já tem um ano mais ou menos e só me
lembrava dos fatos principais que regem a história, as coisas adjacentes e mais
especificamente os personagens que aparecem no final, eu já não me lembrava
muito. Porém foi fácil quando me
peguei lendo a continuação do fim do outro livro, pois apesar de não ser
explicativo, acabei lembrando-me uma série de coisas já esquecidas.
Mare Barrow subiu absurdamente no meu conceito com seu
desenvolvimento, percebi que a autora Victoria Aveyard está seguindo a famosa
Jornada do Herói, muito bem descrita por Joseph Campbell. Em A Rainha Vermelha,
Barrow era uma personagem inocente e cega em relação a tudo que não fosse o seu
mundinho particular, então
repentinamente é jogada em um universo que não conhece, e acaba aceitando o
chamado, troca de nome e acaba assumindo uma identidade diferente. Já em A
Espada de Vidro, nossa protagonista está na fase da jornada que é como se fosse
uma morte simbólica. Onde as duas pessoas que ela era antes, não representam
mais ela.
Esse livro inteiro se trata de uma fase ruim para
Mare, onde ela vive seu momento de Hýbris, onde ela cai no erro em diversas ocasiões. A
personagem sofre uma catábase, onde ela deixa seu antigo eu morrer e se torna
uma nova Mare, uma morte simbólica. Muitos leitores, devem achar que a história
tem uma passagem lenta e muitas vezes tediosa. Mas eu achei, em termos de
crescimentos de personagens no geral, muito melhor que o primeiro. E volto a
afirmar, essa saga segue o mesmo raciocínio de Jogos Vorazes, o que me agrada
muito, pois sou muito fã.
Como sou muitoooooo fã de personagens malvados e um
tanto psicopatas, eu AMO o Maven, e sou totalmente Team Maven! Ele consegue ser
tão sombrio que preenche um espaço na saga, que mesmo quando não está perto, está
constantemente presente. E quando ele aparece na cena meu coração para. Eu e
Mare temos isso em comum, amamos e odiamos Maven com todas as nossas forças.
Eu particularmente não vejo como seria possível esse
casal, não depois do que acontece na história. Entretanto, também não me agrada
o Cal e Mare juntos, como dito na resenha anterior, acho Cal um personagem um
tanto fraco, não consegue acompanhar a protagonista. Nesse livro em especial
tive a nítida impressão de que Mare sente como se Cal fosse uma muleta pra ela
sabe? Cheguei até torcer pra ela ficar com o Kilorn, apesar deles não terem
nada em comum, mas sei lá, só não gosto de imaginar Cal e Mare juntos.
Bom, definitivamente esse livro é umas 10 vezes mais
sombrio que o primeiro, e preciso dizer que estou louca pra ler o terceiro,
ainda mais porque nossa Mare Barrow está andando entre os dois lados da força e
tendenciosamente indo para o darkside... a autora está fazendo de propósito?
Não sei, mas espero que sim!
Me contem aí quem gosta de personagens malvadões, ou
que não são completamente certinhos a saga toda!
Até a próxima!




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