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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Nota: 4,8/5
Titulo original: Glass Sowrd
Autor: Victoria Aveyard
Tradutor: Cristian Clemente 
Série: A Rainha Vermelha, livro 2
Editora: Seguinte
Páginas: 490
“Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.”
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora.
Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.


Adoro continuações de livro que começam exatamente da onde o anterior parou, porque ajuda meu cérebro a puxar o que aconteceu. Bom preciso confessar que li A Rainha Vermelha já tem um ano mais ou menos e só me lembrava dos fatos principais que regem a história, as coisas adjacentes e mais especificamente os personagens que aparecem no final, eu já não me lembrava muito. Porém foi fácil quando me peguei lendo a continuação do fim do outro livro, pois apesar de não ser explicativo, acabei lembrando-me uma série de coisas já esquecidas.


Mare Barrow subiu absurdamente no meu conceito com seu desenvolvimento, percebi que a autora Victoria Aveyard está seguindo a famosa Jornada do Herói, muito bem descrita por Joseph Campbell. Em A Rainha Vermelha, Barrow era uma personagem inocente e cega em relação a tudo que não fosse o seu mundinho particular, então repentinamente é jogada em um universo que não conhece, e acaba aceitando o chamado, troca de nome e acaba assumindo uma identidade diferente. Já em A Espada de Vidro, nossa protagonista está na fase da jornada que é como se fosse uma morte simbólica. Onde as duas pessoas que ela era antes, não representam mais ela.

Esse livro inteiro se trata de uma fase ruim para Mare, onde ela vive seu momento de Hýbris, onde ela cai no erro em diversas ocasiões. A personagem sofre uma catábase, onde ela deixa seu antigo eu morrer e se torna uma nova Mare, uma morte simbólica. Muitos leitores, devem achar que a história tem uma passagem lenta e muitas vezes tediosa. Mas eu achei, em termos de crescimentos de personagens no geral, muito melhor que o primeiro. E volto a afirmar, essa saga segue o mesmo raciocínio de Jogos Vorazes, o que me agrada muito, pois sou muito fã.

Como sou muitoooooo fã de personagens malvados e um tanto psicopatas, eu AMO o Maven, e sou totalmente Team Maven! Ele consegue ser tão sombrio que preenche um espaço na saga, que mesmo quando não está perto, está constantemente presente. E quando ele aparece na cena meu coração para. Eu e Mare temos isso em comum, amamos e odiamos Maven com todas as nossas forças.

Eu particularmente não vejo como seria possível esse casal, não depois do que acontece na história. Entretanto, também não me agrada o Cal e Mare juntos, como dito na resenha anterior, acho Cal um personagem um tanto fraco, não consegue acompanhar a protagonista. Nesse livro em especial tive a nítida impressão de que Mare sente como se Cal fosse uma muleta pra ela sabe? Cheguei até torcer pra ela ficar com o Kilorn, apesar deles não terem nada em comum, mas sei lá, só não gosto de imaginar Cal e Mare juntos.

Bom, definitivamente esse livro é umas 10 vezes mais sombrio que o primeiro, e preciso dizer que estou louca pra ler o terceiro, ainda mais porque nossa Mare Barrow está andando entre os dois lados da força e tendenciosamente indo para o darkside... a autora está fazendo de propósito? Não sei, mas espero que sim!

Me contem aí quem gosta de personagens malvadões, ou que não são completamente certinhos a saga toda!

Até a próxima!


Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB



quinta-feira, 24 de agosto de 2017


Nota: 4,5/5
Titulo original: Red Queen
Autor: Victoria Aveyard
Série: A Rainha Vermelha, livro 1
Editora: Seguinte
Páginas: 422


O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.


Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.


Esse é um livro mistureba, o que é isso? Calma, eu explico. É o seguinte, ele mistura vários elementos que atraem o público, ou seja, rebeldes lutando contra o regime de governo instalado, brigas territoriais, problemas sociais –culturais –econômicos- raciais, tudo isso com uma pitada de que? Sobrenatural gente!! Por isso que eu classifiquei ele desse jeito!


Quando comecei a ler senti uma pitadinha de referência de Jogos Vorazes (lembrando, foi só uma pitadinha viu galera?), e eu como uma fã da trilogia, já me senti empolgada.
Em geral a trama até o meio da história segue um curso um pouco previsível, mas isso não quer dizer chato, pois o livro tem uma passada boa e os personagens vão se desenvolvendo de maneira adequada.

Mare Barrow não é minha protagonista preferida, longe de ser, mas também não é a típica menina chata que só está ali pra ser a principal sabe? O legal é que embarcamos um universo com uma personagem que faz isso junto com a gente, então não sentimos que ela é idiota ou coisa assim, pois antes ela não tinha como saber o curso das coisas, e está descobrindo aos poucos. Acho que isso foi de extrema importância no desenrolar da história.

Aqui temos (mais um) triangulo amoroso, os competidores são Cal e Maven, que POR ACASO são irmãos e príncipes. Pelo menos fugimos dos guardinhas ou amigos de infância né? Eu particularmente sou Team Maven e não ligo para o que vão dizer dele, entendedores entenderão... Cal aos meus olhos é aquele velho clichê de príncipe certinho, onde até seus defeitos são qualidades, então não me atrai esse tipo de coisa, gosto de gente que tem defeitos mesmo e amo odiar os defeitos. Então sorry Cal, você não serve para mim. Mas no geral ele é um personagem ok, não achei ele chato nem nada, e sim ele acrescenta na história.

Confesso que o que eu mais gostei na história foi a pegada sobrenatural, pra mim isso sempre tem um brilho extra, nesse caso especifico eu amei esse lance de uma parte da população ter sangue vermelho e a outra ter sangue prata. Os vermelhos são comuns e os prata são “superpoderosos”, ou seja, vem treta. Achei que isso foi muito bem explorado no livro.

Mas pessoas, a melhor parte é DEFINITIVAMENTE a reviravolta no final, deixo agora em suspenso... e estou muito ansiosa para ler o 2º livro! Ah e preciso fazer um destaque aqui, a editora Seguinte fez um ótimo trabalho estético na capa dos livros, eles são lindíssimos e se destacam na sua estante!

Então, o que você mais gosta em livros de fantasia, um toque de rebeldia, inocência, toques sobrenaturais ou tudo isso misturado? Deixe aqui nos comentários e vamos debater!

Até a próxima! 


Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB



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