segunda-feira, 6 de maio de 2019

Resenha: O Esplendor da Honra

Nota: 5/5
Titulo originalHonor’s Splendour
Autor: Julie Garwood
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 416
Na corte feudal inglesa, a dócil Lady Madelyne sofre com as excentricidades cruéis do irmão, o Barão Louddon. No entanto, durante a vingança contra um crime sórdido, o Barão Duncan de Wexton – o Lobo – comanda seus soldados contra Louddon. Como prêmio, ele captura Madelyne. Todavia, quando Lobo pousa o olhar sobre a orgulhosa beldade, é tomado por um sentimento que jamais sentira e jura protegê-la com sua própria vida. Assim, em seu castelo de pedras, ele prova ser honrado. Agora que a paixão entre ambos se tornou inevitável, será que eles darão uma chance ao destino e se entregarão de corpo e alma a esse amor arrebatador e selvagem? 
Eu definitivamente achei minha romancista preferida da era medieval! Julie Garwood nos transporta para essa época com grande maestria, trazendo temas contemporâneos para os contextos feudais da Inglaterra. Romance, intriga, mentiras, segredos, ódio e amor são trabalhados em Esplendor da Honra. O que mais gosto nessa narrativa, e em outras da autora, é que a família das protagonistas nunca é pacífica, elas sempre vêm de uma origem conturbada e muitas vezes violenta, e isso faz com que sejam duras com a vida.

            Seguindo essa linha de pensamento, Lady Madelyne sofre constantemente com as maldades de seu irmão e tutor, e com isso é obrigada a arquitetar um plano para fugir de casa. No entanto, ela não contava com a aparição de Duncan no seu caminho, e se sentindo obrigada a salvar a pele do homem ela junta seu plano de fuga com o de salvamento. Claro que tudo da errado não é mesmo? Ela acaba sendo raptada por Duncan e indo parar em sua residência, bom de certa maneira conseguiu fugir do seu irmão asqueroso.

            O que achei mais bonito no romance entre Lady Madelyne e Duncan, pode beirar o machismo, mas meu olhar foi mais a fundo do que isso. Madelyne nunca teve proteção em sua vida, sim ela se virou com o que deu, mas sempre esteve a mercê das vontades de seu irmão psicopata e nunca se sentiu protegida. Com a entrada de Duncan na sua vida, ela tem pela primeira vez na vida, alguém para protege-la, sim, ela precisa de alguém para protege-la, porque é praticamente impossível desenvolvermos a nossa autoproteção sem nenhuma referencia na nossa vida, principalmente na infância. Isso não torna nossa protagonista boba e inocente perante a vida, mas causa sim um sentimento de desamparo, que começa a ser construído e se desenvolve ao longo da narrativa.

            E sim, temos uma dose de machismo que incomoda, mas aí sempre temos que lembrar que é uma época MEDIEVAL, por tanto, a autora tenta ser o mais fiel possível a ela. Mas convenhamos, infelizmente o machismo existe, e era muito maior antigamente, então nossos personagens estão inseridos no contexto e vivem nele.
            O que vocês acham de histórias medievais? Me conte nos comentários os lados positivos e negativos!

Até a próxima!


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Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB



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