Titulo original: Autoboyography
Autor: Christina Lauren
Editora: Hoo
Páginas: 352
Há três anos a família de Tanner Scott se mudou da Califórnia para Utah, fazendo com que sua bissexualidade voltasse para o armário. Agora, com apenas mais um semestre até o fim das aulas no colegial e seu tão sonhado futuro em uma universidade longe da família, ele só deseja que o tempo passe mais depressa. Quando Autumn, sua melhor amiga, se inscreve na aula de escrita e o desafia a participar, Tanner não consegue recusar o convite, afinal de contas, quatro meses é tempo mais do que suficiente para escrever um livro, certo? O garoto está mais certo do que imagina, pois leva apenas um segundo para que ele note Sebastian Brother, o prodígio mórmon que, nas aulas de escrita do ano anterior, escreveu e publicou o próprio livro, e agora orienta a turma. Se quatro meses é muito tempo, um mês pode não ser. E é exatamente esse tempo que leva para Tanner se apaixonar por Sebastian.
Preciso confessar que o que
me atraiu para esse livro foi essa capa, eu não sabia do que ele falava, mas
quando o vi fiquei apaixonada. Depois quando li a sinopse minha empolgação
aumento. Afinal eu queria ver como as autoras (Para quem não sabe Christina
Lauren é um pseudônimo para duas mulheres) iriam trabalhar essa relação da
religião e a sexualidade escolhida por nossos protagonistas.
Desde já devo dizer que o
trabalho de Christina Lauren foi muito bom a meu ver. Tudo foi feito de forma
respeitosa a religião que o livro aborda você consegue ali ver as críticas, e
as chamadas para reflexão. É claro que alguns vão se queixar, (por mais que
respeitosas, ainda são críticas) nessa obra, e isso só aumenta o encanto da
narrativa.
Tanner é um bom protagonista,
ele é um jovem, com uma vida relativamente tranquila, que nunca se importou o
bastante com algo para lutar por isso. Nunca caiu de amores, e a primeira vez
que o faz é uma bola de confusão. Não só por ele ter se apaixonado por um cara
Mórmon e sim por não saber lidar com isso. Gostei muito de ver como o personagem
cresce nesses seis meses até a formatura. Gostei mais ainda de ver como ele
passa a se enxergar e como é tratado por todos ao seu redor. Tanner não é um
personagem perfeito, cometendo erros, mas até aí, quem nunca errou? E isso só
me fez ficar mais próximo ao protagonista.
Sebastian a princípio me
deixou na dúvida para que rumo iria tomar. Afinal ele é a incógnita desse
livro, então não vou falar muito sobre esse personagem. Mas compreendo muitas
das suas ações.
Uma leitura sensível, jovial
e divertida. É dessa forma que consigo descrever Minha versão de você em poucas palavras.
Por fim esse foi o primeiro
livro da editora Hoo, que achei que trabalhou muito bem na tradução. Gostei da
escolha de título, Minha versão de você,
combina tanto com a história quanto Autoboyography – o título original. Amei o fato de eles
terem mantido a capa original, pois como disse ali em cima foi por ela que eu
me apaixonei. Contudo, teve uma coisa que me incomodou durante tora a leitura,
que foi a diagramação, letras pequenas, espaçamentos pequenos, tudo pequeno. Às
vezes eu me sentia lendo horas e o livro não avançava em número de páginas, não
posso jogar a culpa na narrativa, pois foi isso que me fez seguir com a
leitura, porém é bem chato você ler ... ler ... ler e sentir que não avança.
Comente aquele livro que te
deu vários pequenos apertos no coração, mas foi uma ótima leitura.
XOXO.


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