terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Resenha: O Navio dos Mortos

Nota: 5/5
Titulo original: The Ship of the Dead
Autor: Rick Riordan
Série: Magnus Chase e os Deuses de Asgard, livro 3
Editora: Intrinseca
Páginas: 368
Nos dois primeiros livros da série, Magnus Chase, o herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain, ex-morador de rua e atual guerreiro imortal de Odin, precisou sair em algumas jornadas árduas e desafiar monstros, gigantes e deuses nórdicos para impedir que os nove mundos fossem destruídos no Ragnarök, o fim do mundo viking. Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses. 
Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?
E isso aí, chegamos ao terceiro e último volume de Magnus Chase e os deuses de Asgard.
O Navio dos Mortos, encerra as aventuras de Magnus, e é nesse livro que melhor eu consigo diferenciá-lo de Percy. Nos outros volumes da saga eu estava achando algumas atitudes de Magnus muito semelhantes às do filho de Poseidon, mas no que em Percy é atitude em Magnus é desespero.

Não me entenda mal, Magnus é um cara legal, entretanto, seu pai não é um deus de batalha, suas habilidades salvam, mas não servem para guerrear diferente de Percy, que tem um pai o qual tem habilidades que o ajudam melhor em uma situação de risco. Então, quando temos isso em mente, o personagem toma muito mais forma, e se tornar algo único que Rick Riordan ainda não havia trabalhado.

Então, você para e pensa, “nossa, demorou dois livros e só foi notar isso no terceiro”, pois é isso acontece. Magnus é carismático, divertido, tem resposta pronta para tudo e viveu na rua. O rapaz é esperto, contudo, definitivamente não é para a luta, então a forma que o livro encerra essa trilogia foi muito esperta e interessante.

Toda via, não achei esse volume com cara de final de saga. Nãooooooo mesmo. Rick Riordan trabalha com padrão e esse livro para seus finais está totalmente fora do esperado. Eu tenho uma suposição do porquê dessa história não ter seguido o padrão dos outros finais de saga do autor, porém se eu falar aqui vou soltar um spoiler e ninguém quer isso.

Em um misto de dúvida, medo e despedida. Magnus Chase não me decepciona e atinge vários pontos que eu desejei que ocorresse. Aborda novos assuntos de forma espetacular ainda mais para as pessoas que são o público alvo do autor, o grupo infanto-juvenil.

Por fim, deixo minha suspeita de que provavelmente o autor vá fazer uma nova saga asgardiana. No final de O Navio dos Mortos muitos assuntos ainda ficaram em aberto, quando digo muitos,são muito mesmo, daria para fazer mais de um livro. Será que estou certa? Espero que sim.

Comente aqui aquele livro que te deixou na dúvida se era o final ou não.


XOXO.

Onde achar: AMAZON / CULTURA / SARAIVASUBMARINO
Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB

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