Todo mundo tem sua história
de como começou a ler. Alguns não lembram, muitos foram por Harry Potter – é eu
sei – e tantos outros de maneira diferente. A leitura pode nos levar para
vários lugares, as páginas constroem mundos.
Entretanto, o ato em si de
ler é isolado e solitário. Eeehhh há aquela personificação que a pessoa que lê
normalmente é sozinha. Bom meus caros, a coluna Enquanto a gente lia, nada mais é do que um espaço para nós do
Contra capa contarmos coisas que ocorram nas nossas vidas, justamente por
sermos leitores.
Então hoje eu Carla vou
contar para vocês como eu realmente comecei a ler, que curiosamente tem um
pouco de envolvimento de como esse Blog nasceu.
Minha casa sempre teve
livros, minha vó era uma grande leitora, entretanto eu não me achava capaz de
ler um livro. Ler em si é fácil. Interpretar, embarcar naquele mundo, não me
parecia tão simples assim, e eu preciso confessar, sempre parecia ter algo mais
interessante ocorrendo no play do prédio do que naquelas páginas com letras.
Então como isso foi ocorreu?
Bom um passo de cada vez, literalmente. Desde pequena acompanho desenho
japoneses, os famosos animes, e se você acompanha um, sabe que dependendo da
produção ela não foi e nem vai ser dublada até o final. Na minha necessidade de
ver aqueles programas que eu tanto amava, comecei a entrar no universo mágico chamado
Legendas. No começo foi difícil, quem já viu algo em Japonês sabe que os
personagens falam na velocidade da luz, porém coração de fã é mais forte, e insisti.
Tá Carla, mas até aí não
chegamos à leitura em si. Sim meu leitor, mas esse foi o primeiro passo, a
paixão por algo me fez vencer uma barreira. Você sempre se acha incapaz de
fazer algo até ir lá e fazer. Assim como muitos filmes adaptações de Livros que
não lançam todos os volumes, os animes também são assim, e em vez de livros
eles normalmente são adaptados de mangás, os quadrinhos em preto e branco que
se lê de trás para frente.
Advinha o que eu fiz quando
meus animes não eram mais produzidos? Sim!!! Eu fui lê-los, aprender que eles
eram vendidos em jornaleiros e que cada obra tinha seu próprio período de
lançamento.
Quantos anos eu tinha? Uns
11.
A partir disso, eu comecei a
ler muito, acompanhava tudo que eu amava que ia desde romance até os mangás de
lutas mais doidos que você possa pensar. Na época eu era tão faminta por mais
material que colecionei um de um gênero que eu nem era tão fã. – E que tenho
até hoje, pois foi o meu primeiro fora da zona
de conforto.
Contudo a vida muda, os
lugares mudam, a gente muda. No início do fundamental II, mais uma vez eu mudei
de escola, e lá estava eu, sendo a garota nova, em uma escola pequena.
Diferente do que demonstro e que muitos acreditam eu sou uma pessoa tímida, mas
também sei me adaptar o ambiente. Se você já estudou em uma escola pequena,
sabe que as pessoasnovas nos primeiros dias são objeto de curiosidade e depois
se não tiver uma grande impressão vão ser deixadas de lado, afinal as amizades
já estavam formadas e solidas há tempos, então você entrar no meio disso meu
caro é complicado.
Eu que não sou boba nem
nada, fiz o que? Quando achava que minha presença nos grupos estava
incomodando, ou eu mesma ficava de saco cheio daquele povo novo – cara eu tinha
uns 13, conviver com pessoas de 13 anos é complicado, mesmo quando você tem
essa idade – pegava meu belo mangá e começava a ler na minha.
Bom, o mangá da vez era Vampire
Knight, advinha só o que ocorreu, uma das meninas da sala leu a palavra Vampire e perguntou se eu gostava de
sobrenatural, eu disse que sim, ela me mostrou um livro.... sim esse mesmo....
o da maçã na capa. E naquele momento eu não lembro bem como se deu, mas fizemos
um acordo, ela tinha que aprender a ler aquele quadrinho de trás para frente
enquanto eu tinha que ler aquele tijolo – sim para mim era um tijolo, pega um
mangá e põe do lado de um livro com mais de 300 páginas.
Desafio aceito, missão
comprida, dos dois lados. Missão tão cumprida que essa menina virou minha melhor
amiga, a outra Adm o blog, a Carol. Das
horas que passávamos no telefone falando dessas duas histórias, se transformou
em uma amizade bem longa.
Então quando me perguntam
qual foi minha primeira leitura, eu digo os mangás, de livro falo Crepúsculo. Sem
vergonha nenhuma, foi algo que marcou minha vida e não por causa de um vampiro
que brilha, e sim porque enquanto eu lia uma amizade incrível se formou.
Então meu leitor, o que eu
estou querendo dizer com tudo isso é que, não há uma formula mágica. Você pode
começar porque sua casa é cheia de livros, você pode começar com uma
competição, séries de TV, você pode até começar porque sua escola tem um ótimo
projeto de leitura. O fato é cada um começa do seu jeito e das formas mais
inusitadas.
E você? Como começou a ler?
Deixe nos comentários a baixo.
XOXO.




Adorei o post Carla! Enquanto lia fiquei puxando na minha memória livros que me marcaram enquanto leitora, na infancia e adolescência posso citar O pequeno Príncipe e A droga da Obediência e toda série dos Karas. Cansei de me esconder na biblioteca no recreio para ler Pedro Bandeira. Depois houve um hiato na minha vida literária, encontrei ao acaso o livro Charlotte Street (um tijolo como o seu crepúsculo, para quem estava parada nas leituras foi um desafio),logo eu devorei as páginas dos livros e começaram a surgir cada vez mais livros na minha vida. Abraços, Érika.
ResponderExcluirObrigada Érika <3 !!!! Deixa eu te falar, eu também tive um hiatos e quando voltei foi ladeira abaixo, hoje quando tenho uma ressaca fico com medo de parar um logo período novamente, mas acho que já não consigo mais.
ExcluirFico feliz que o post tenha alcançado seu objetivo como um relembrando, o saudosismo dos nossos primeiros livros.
Obrigada por comentar \o/ Até a próxima.