Titulo original: The Silent Waters
Autor: Brittainy C. Cherry
Série: Elementos, livro 3
Editora: Galera Record
Páginas: 364
Quando a pequena Maggie May presencia uma cena terrível à margem de um rio, sua vida muda por completo. A menina alegre que vive saltitando de um lado para o outro e tem uma paixonite por Brooks Griffin, o melhor amigo de seu irmão, sofre um trauma tão grande que acaba perdendo a voz. Sem saber como lidar com o problema, sua família se vê em uma posição difícil e tenta procurar ajuda, mas nenhum tratamento vai adiante. Ao longo dos anos, Maggie aprende sozinha a conviver com os ataques de pânico e, sem conseguir sair de casa, encontra refúgio nos livros. A única pessoa capaz de compreendê-la é Brooks, que permanece sempre ao seu lado. A cumplicidade na infância se transforma em amizade na adolescência, até que um dia eles não conseguem mais negar o amor que sentem um pelo outro. Mas será que o forte sentimento que os une poderá resistir aos fantasmas do passado e a um acontecimento inesperado, que os forçará a navegar por caminhos diferentes?
O
Silêncio das águas foi uma das minhas últimas leituras de 2017,
após a vinda da autora Brittainy C. Cherry ao Brasil, fiquei mais animada ainda
em embarcar na leitura de seus livros.
Desde já adianto que esse é
o terceiro volume da série Elementos, que pode ser lido de forma independente,
se você já viu alguma resenha minha de séries, sabe que eu sempre procuro
avisar isso, pois algumas histórias são ditas que podem ser lidas em qualquer ordem,
porém, nem sempre recomendo isso. Contudo esse não é o casso desses livros.
Quem já leu algo de Brittainy
C. Cherry sabe que deve preparar seu coração durante a leitura, que vai ser uma
jornada difícil, mas cheia de esperança e amor envolvido. Bom nesse livro não
foi diferente, senti meu coração ser esmagado em determinados momentos, e
chorei de alegria em outros. Sem sombra de dúvidas ela sabe como emocionar e ir
até certo ponto, para não transformar a leitura em algo insuportável. Ela sabe
como medir a mão.
Esse volume é tão intenso
que me perdi na história e acabei por devorá-la lendo em média 100 páginas a
cada hora, eu realmente fui levada pelas águas e imergi.
Maggie May e Brooks se
conhece na infância e vemos todo o desenvolvimento do casal, nos momentos mais
difíceis, e até mesmo nas conquistas. A narrativa de O Silêncio das águas é dividida em vários momentos, e nós leitores,
conseguimos nos aproximar e conhecer os protagonistas de uma forma assustadora.
Ao terminar de ler esse livro senti como se estivesse dando um até logo para
bons amigos.
Além da história ter
protagonistas incríveis, tem personagens secundários que são bem marcantes
durante a narrativa, senti que não era só Maggie May e Brooks e sim muito mais,
um mundo sendo contado para nós, e eu amei ver o desenvolvimento de cada um.
Até porque eu não achei que isso de alguma forma tenha tirado o brilho do casal
principal. Os coadjuvantes foram bem trabalhados, eles traziam harmonia e
sentido para o romance dos dois. Nem todos os livros os secundários conseguem
fazer isso, e em muitos deles o casal é o foco e ponto. Mas talvez se fosse só
os nossos protagonistas, eu não teria curtido tanto.
Assim como tudo na vida,
nada é perfeito, e eu preciso confessar a vocês que há duas coisas que me
incomodaram muito na leitura. Ambas relacionadas a personagem Maggie May, porém,
não ela diretamente, mas sim a como esses fatos foram feitos na história e que
acaba afetando essa personagem.
Como está na sinopse, Maggie
sofre um trauma e perde a voz, de tal forma que impacta diretamente em sua vida
pessoal, social, e em toda sua família. É dito no livro que foi buscado
tratamento para o trauma, mas não senti isso. Por mais que tenha isso na
narrativa, em alguns momentos não faz sentido determinados posicionamentos, se
ela realmente tivesse em um tratamento (quem quiser saber exatamente me
pergunta nos comentários). Pra vocês terem ideia, durante a leitura, não vi nenhum
momento o psicólogo dela ser mencionado, ou uma “conversa” entre eles. Só
mencionar em uma narrativa dessas, ficou irreal. E me incomodou muito.
Outra coisa que me incomodou
foi no momento de evolução de Maggie, diferente de todo o resto do livro que
teve uma passada calma, linear e explicada. Esse momento tão importante da
protagonista foi corrido e atropelado não fazendo jus a narrativa da autora.
Então comente aqui aquela história
de amor que foi incrível, mesmo tendo problemas.



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