Titulo original: The DUFF: Designated Ugly Fat Friend
Autor: Kody Keplinger
Tradutor: Fal Azevedo
Tradutor: Fal Azevedo
Editora: Globo Alt
Páginas: 328
Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o cara bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.
‘Duff’ foi um livro que
mexeu comigo, me fez pensar sobre rótulos, amor, amizade e o quanto é difícil
sermos aceitas na sociedade. Quando falo isso digo diretamente para as
mulheres, já que é mais difícil para nós. Posso afirmar isso ainda mais com o
título desse livro, pois D.U.F.F nada mais é que uma sigla para "Designated Ugly
Fat Friend", ou seja, "amigo(a) designado(a) gordo(a) e feio(a)"
ou simplesmente a pessoa feia ou menos bonita do grupo, do grupo FEMININO.
Esse tipo de termologia
nasce nas piadas “para todo grupo de meninas bonitas sempre tem uma feia
inteligente, ou uma gorda engraçada, ou uma altona desengonçada” e por aí vai.
E muitas vezes (e isso dói, pois é a sociedade que vivemos) são as próprias
mulheres que criam essas nomenclaturas.
Contudo, no livro, Bianca é
dita como a DUFF por um homem, que tem um título também, de “O galinha”, que
claramente não o ofende ou reflete algo ruim em sua imagem. Entretanto, a
personagem principal vê nisso uma razão para se manter distante dele, mostrando
como a julgada pode ser um julgador também, e também vemos como a nossa
sociedade nos doutrina a apontar para o outro e lhe culpar por simplesmente ser
quem é, ou por não ser como os outros.
Então, no primeiro momento
me deparo com dois protagonistas que são altamente chatos por seus julgamentos.
Entretanto,é no envolvimento dos dois que as coisas mais belas ocorrem durante
a leitura. Bianca é uma personagem reclamona, que procura se entender. Ela não
tenta agradar aos outros, e isso é o que mais me agrada nela. Bianca é fiel aos
seus amigos, mostrando uma valorização entre as mulheres que deve ser dita, gritada
mais na nossa sociedade (por menos clichêsde “melhor amiga trai a outra”, isso
não é saudável).
Wesley é um personagem que
num primeiro momento não me conquistou, pois o via como um sem noção. Para mim
ele pode passar o rodo em geral, mas não tem o direito de menosprezar as
pessoas ou dizer algo que o faça. Entretanto, durante a leitura o personagem
vai crescendo aos poucos e eu fui me apegando a ele. Assim como Bianca, a qual
eu não gostava muito no começo, Wesley me mostrou outra face, tornando-se um
personagem real com falhas e qualidades.
DUFF é atual, sensual e sexual,
porque sim os jovens têm que falar de sexo (por menos tabu e mais
aconselhamento preventivo). Por mais amizades verdadeiras, de pessoas
diferentes com gostos diferentes e sonhos diferentes. Não é porque sua amiga
gosta de pop e você de rock que as coisas têm que acabar e ela te trair
roubando seu namorado.
Esse livro foi um presente
de aniversário (obrigada Thássia) e sem dúvidas foi uma das minhas melhores
leituras de 2017! Não vou falar sobre os outros personagens incríveis e outras
mil situações que merecem comentários, pois não quero estragar a leitura de
ninguém, mas sem dúvida, todos merecem e devem ler DUFF, pois diversidade
começa quando todos conseguem ver no outro um igual, não um rótulo.
Comente aqui um livro que te
fez sentir orgulhoso pelo desenvolvimento dos protagonistas.
XOXO.


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