Nota: 3/5 estrelas
Título original: My life next door
Autor: Huntley Fitzpatrick
Tradutor: Carolina Selvatici
Tradutor: Carolina Selvatici
Editora: Valentina
Páginas: 320
Os Garrett são tudo que os Reed não são. Barulhentos, caóticos e
afetuosos. São de verdade. E, todos os dias, de seu cantinho no telhado,
Samantha sonha ser uma deles, ser da família. Até que, numa noite de verão,
Jase Garrett vai até lá e...
Quanto mais os adolescentes se aproximam, mais real esse amor genuíno
vai se tornando. Contudo, precisam aprender a lidar com as estranhezas e
maravilhas do primeiro amor. A família de Jase acolhe Samantha, apesar dela ter
que esconder o namorado da própria mãe.
Até que algo terrível acontece, o mundo de Samantha desmorona e ela é
repentinamente forçada a tomar uma decisão quase impossível, porém definitiva.
A qual família recorrer? Ou, quem sabe, Sam já é madura o bastante para assumir
suas próprias escolhas? Será que está pronta para abraçar a vida e encarar
desafios?
Quem você estaria disposto a sacrificar pela coisa certa a se fazer? O
que você estaria disposto a sacrificar pela verdade?
Tudo
a respeito de “Minha vida mora ao lado” grita “romance fofo de verão”, desde
sua capa de tons alegres até sua sinopse, e isso resume bem a história que ele
traz. Porém, nem toda a fofura do mundo conseguiu camuflar os pontos negativos
que encontrei.
Desde
o início, Samantha foi uma personagem simpática com a qual me identifiquei e
que se empenhava em sempre fazer o melhor para todos. Ela tentava ser a melhor
amiga, melhor filha, melhor aluna e mesmo que a sua vida em casa fosse o contrário
de perfeita, ela não permitia que essa percepção a colocasse para baixo ou impedisse
de seguir em frente.
Todavia,
o grande destaque vai para os Garrett. Eles englobavam tudo que a família da
Samantha não representava - bagunceiros, barulhentos e sempre otimistas -, e
toda sua dinâmica familiar, com cada filho tendo uma personalidade tão singular
um do outro, fez a narrativa mais cativante. Fora que a maneira como a Samantha
se adaptou tão bem a eles, tornando-se parte desse núcleo foi inspirador.
Apesar
de Jase ser um garoto apaixonante e seu relacionamento com Samantha ter sido
construído de maneira gradual e fofa, simplesmente não consegui me conectar com
o personagem. Ele é tão perfeito, em todos os aspectos, que não tem nenhum tipo
de falha ou defeitos, o que me passou um sentimento de irrealidade.
Isso
foi um pouco mais acentuado pelo fato da Samantha manter o relacionamento deles
em segredo e o Jase nem ao menos se incomodar com o fato. A partir daí, a falta
de resolução da protagonista foi o principal agravante da narrativa. Ela não só
acatava as decisões de todo mundo sem se opor, como não tinha a coragem
necessária de lutar e fazer o que é certo. O primeiro caso foi uma situação com
Nan, sua melhor amiga, que não trouxe um encerramento, e o segundo – e pior –
caso, foi relacionado a um dilema com sua mãe, em que sua conduta foi contra
tudo que é moralmente correto.
O
livro também dá grande ênfase na família de Tim e Nan, melhores amigos de
Samantha, algo pouco visto em livros desse gênero, onde os personagens
secundários são somente um pano de fundo para a construção da protagonista.
Tim, em especial, tem um grande desenvolvimento narrativo, se redimindo da
primeira impressão que passa e tornando-se um dos meus favoritos.
“Minha
vida mora ao lado” teve um ótimo começo, proporcionando momentos divertidos e
fofos, mas acabou deixando a desejar quando a essência da protagonista se
perdeu e os problemas se resolviam de maneira muito rápida, levando a um final
insatisfatório.
Beijinhos!




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