Nota: 3/5 estrelas
Título original: Stargirl
Autor: Jerry Spinelli
Tradutor: Eric Novello
Série: Stargirl, livro 1
Editora: Gutenberg
Páginas: 192
A garota chamada
Estrela. Ela é tão mágica quanto o céu do deserto. É tão estranha quanto seu rato
de estimação. É tão misteriosa quanto seu próprio nome. Com um simples sorriso,
ela cativa totalmente o coração de Leo Borlock. Com sua alegria, ela incendeia
uma revolução por liberdade e autenticidade no espírito de sua escola. No
começo, os colegas encantam-se com ela por tudo o que a faz ser diferente. Mas
isso começa a mudar, e Leo, apaixonado e apreensivo, percebe que a única coisa
que pode salvá-la das críticas é a mesma que pode destruí-la: ser alguém comum.
Nesta celebração do inconformismo, o premiado Jerry Spinelli tece um conto
tenso e comovente sobre os percalços da necessidade de ser popular e da emoção
e inspiração do primeiro amor.
Esse
é um daqueles livros cuja capa fofinha me conquistou o suficiente para comprar
na hora, e posteriormente, acabar sendo esquecido na pilha de leitura. Graças a
uma recomendação, a poeira foi tirada dessa leitura que traz uma mensagem muito
importante, mas que falhou na sua execução.
O
livro é narrado pelo ponto de vista de Leo, um garoto que vivia uma vida
simples e sem grandes surpresas, até conhecer e se apaixonar por Estrela. A
personalidade espontânea e a liberdade de expressão de Estrela cativam Leo,
deixando-o cada vez mais curioso a respeito da menina, mas sua personalidade rasa
e sem grandes atrativos deixa seu próprio caráter a desejar, ao não saber lidar
com a pressão escolar. O carinho que ele sentia por ela só era relevante até o
momento que ele também passa a ser alvo do ostracismo social.
Estrela
é uma menina ingênua e extremamente alheia às condutas sociais, tendo uma visão
e atitudes livres de preconceitos e dúvidas, quebrando o padrão do que é
“normal” para os outros alunos do colégio. No entanto, por mais que suas ações
fossem para expressar seu espírito livre, elas não deixavam de passar uma certa
falta de consideração para com os outros, quando havia situações que não lhe
diziam respeito, mas que ela fazia questão de participar/interferir.
Outro
ponto a ser destacado sobre Estrela é que, por mais que fosse única, nada do que
fazia transmitia um nível de realidade. O autor elevou a excentricidade dela ao
máximo, logo todas suas atitudes escapavam e muito de um comportamento social
“padrão”. Ao querer nos mostrar uma personagem que não se conformava com o
“normal”, o exagero acabou afetando de maneira negativa minha visão sobre a
protagonista.
Mesmo
que debilitada por tais pontos negativos, a história traz uma mensagem
importante sobre inconformismo e ser verdadeiro a sua individualidade como
pessoa em meio a uma sociedade (ou ambiente escolar) empenhada a uniformizar o
comportamento de todos. Uma extraordinária garota chamada Estrela cumpre seu
propósito ao ser uma leitura leve e rápida com uma mensagem encorajadora, mas
que acaba pecando na maneira como seus personagens são representados.
Beijinhos!




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