Nota: 2/5
Titulo original: A Thousand Nights
Autor: E.K. Johnston
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
Clássico da literatura universal, as histórias de As mil e uma noites estão no imaginário de todos — do Oriente ao Ocidente. É impossível que alguém nunca tenha ouvido falar sobre Ali Babá e seus quarenta ladrões, ou sobre Aladim e o gênio da lâmpada. Ou sobre Sherazade, a mulher sagaz e inteligente que se casou com um homem cruel, e, por mil e uma noites, driblou a morte narrando contos de amor e ódio, medo e paixão, capazes de dobrar até mesmo um rei. Em As mil noites, a história se repete, mas com algumas diferenças…
Quando Lo-Melkhiin chega àquela aldeia — após ter matado trezentas noivas —, a garota sabe que o rei desejará desposar a menina mais bela: sua irmã. Desesperada para salvar a irmã da morte certa, ela faz de tudo para ser levada para o palácio em seu lugar. A corte de Lo-Melkhiin é um local perigoso e cheio de beleza: intricadas estátuas com olhos assombrados habitam os jardins e fios da mais fina seda são usados para tecer vestidos elegantes. Mas a morte está à espreita, e ela olha para tudo como se fosse a última vez. Porém, uma estranha magia parece fluir entre a garota e o rei, e noite após noite Lo-Melkhiin vai até seu quarto para ouvir suas histórias; e dia após dia, ela continua viva.
Encontrando poder nas histórias que conta todas as noites, suas palavras parecem ganhar vida própria. Coisas pequenas, a princípio: um vestido de seu lar, uma visão de sua irmã. Logo, ela sonha com uma magia muito mais terrível, poderosa o suficiente para salvar um rei...
Confesso que esse foi um
dos livros que me conquistou pela
arte. A capa é maravilhosa, os detalhes em dourado e os desenhados no interior
do volume são cativantes. Fora a fonte que escolheram para o corpo do texto,
tornando-o uma edição singular e praticamente uma obra de arte na nossa
estante.
O livro é baseado em Sherazade, a rainha que contava
histórias para o sultão não a matar, todas as noites ela inventava e criava
diferentes narrativas para entretê-lo. E isso durou mil e uma noites. Bom, é
exatamente disso que a releitura irá falar, porém com aquela
pitada de liberdade artística e um pouco de fantasia no meio.
Agora vamos às vias de
fato, a narrativa, no meu ponto de vista, é extremamente maçante e em diversos
momentos a protagonista simplesmente viaja numas histórias míticas ou no
passado. Isso não é o problema, porém na grande maioria das vezes esses
momentos não são contextualizados no tempo atual da história, tornando o andar
da carruagem muito confuso em sem nexo nenhum.
Outra coisa, que me
incomodou bastante, foi o elemento fantástico introduzido, ao que compete à
protagonista, tudo era muito bonito e delicado. Mas o que compete ao resto
inteiro do livro, eu julguei completamente desnecessário todos os elementos mágicos.
A fantasia simplesmente não encaixou com a premissa da história, se E.K
Jonhston simplesmente
tivesse reescrito a história de Sherazade, num
âmbito “real”, eu teria apreciado muito mais.
Num geral a narrativa se
mostrou pouco criativa, empobrecida, nem um pouco aprofundada, os elementos de
fantasia não eram inusitados para nenhum leitor assíduo do gênero. O desenrolar
da história é altamente previsível e sem nenhum elemento surpresa, além disso
não se explica o porquê de muitas coisas. Sendo um volume único, existem muitas
pontas soltas, perguntas sem respostas, e nenhum propósito ao longo da
narrativa.
A única coisa que realmente achei
legal e poético, são os elementos culturais introduzidos com uma riqueza de
detalhes que compete com a arte externa do livro.
Já leram essa história? Conte aqui em
baixo nos comentários e vamos falar sobre os pontos positivos, que ainda estou
tentando reunir!
Até a próxima!




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