Titulo original: Dark Witch
Autor: Nora Roberts
Série: Trilogia Primos O'Dwyer, livro 1
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
A trilogia dos Primos O'Dwyer pode ser bem interessante pra quem quem gostou da trilogia Sina dos Sete, também da autora Nora Roberts. Mas assim como Carla Cássia me disse, eu digo a vocês: não é legal ler uma seguida da outra. As duas obras têm enredos parecidos, por isso acaba se tornando mais do mesmo.
De uma das autoras mais queridas do mundo chega uma trilogia sobre a terra a que nos conectamos, a família que guardamos no coração e as pessoas que desejamos amar...
Com pais indiferentes, Iona Sheehan cresceu ansiando por carinho e aceitação. Com a avó materna, descobriu onde encontrar as duas coisas: numa terra de florestas exuberantes, lagos deslumbrantes e lendas centenárias – a Irlanda.
Mais precisamente no Condado de Mayo, onde o sangue e a magia de seus ancestrais atravessam gerações – e onde seu destino a espera.
Iona chega à Irlanda sem nada além das orientações da avó, um otimismo sem fim e um talento inato para lidar com cavalos. Perto do encantador castelo onde ficará hospedada por uma semana, encontra a casa de seus primos Branna e Connor O’Dwyer, que a recebem de braços abertos em sua vida e em seu lar.
Quando arruma emprego nos estábulos locais, Iona conhece o dono do lugar, Boyle McGrath. Uma mistura de caubói, pirata e cavaleiro tribal, ele reúne três de suas maiores fantasias num único pacote.
Iona logo percebe que ali pode construir seu lar e ter a vida que sempre quis, mesmo que isso implique se apaixonar perdidamente pelo chefe. Mas as coisas não são tão perfeitas quanto parecem. Um antigo demônio que há muitos séculos ...
A trilogia dos Primos O'Dwyer pode ser bem interessante pra quem quem gostou da trilogia Sina dos Sete, também da autora Nora Roberts. Mas assim como Carla Cássia me disse, eu digo a vocês: não é legal ler uma seguida da outra. As duas obras têm enredos parecidos, por isso acaba se tornando mais do mesmo.
Eu gostei do livro durante o prólogo, a narrativa que conta a história de Sorcha, a bruxa da noite, é legal, mas, de novo, muito mais do mesmo. Depois disso, as coisas começaram desandar na minha concepção.
Para começar, a descrição e as atitudes de Iona, a personagem principal do volume, me fizeram pensar que se tratava de uma adolescente de 15 anos, quando, na verdade, ela tem 27. Falando nisso, Iona com certeza não é uma personagem memorável, não tem uma personalidade carismática, pelo menos pra mim, é difícil se apegar a ela e sua história. Algo que deixa minha opinião mais clara é o fato de eu simplesmente esquecer o nome dela o tempo inteiro! E olha que eu sou muito boa em decorar nomes, não importa o quão exótico seja. É muito forte não lembrar o nome da pessoa central, né
Boyle é aquele quem deveria ser o homão e par da protagonista, e ele até é tudo isso, só que sem graça. É estranho quando se nota a maneira como ele foi apresentado e depois não reconhecê-lo pois sua personalidade muda muito rápido e em poucas páginas. Simplesmente não parece estar se tratando do mesmo cara. É claro que muitas vezes nós nos mostramos e parecemos ser algo que não somos realmente, só que acredito que todos vamos mostrando nossa personalidade e nos abrindo com o tempo, certo? Não é algo que acontece de um dia pro outro, eu acho. Por esse motivo Boyle acabou se tornando, pra mim, um personagem quase tão desinteressante quanto Iona.
Também devo dizer que não entendi o propósito do violão aqui. O que Cabhan quer? O poder? Isso é o que o mal sempre deseja. Pelo menos no primeiro volume o motivo aparenta ser bem bobo e sem nenhuma emoção. Espero que ao decorrer da saga isso se desenvolva para mostrar que há algo a mais nisso aí.
Boyle é aquele quem deveria ser o homão e par da protagonista, e ele até é tudo isso, só que sem graça. É estranho quando se nota a maneira como ele foi apresentado e depois não reconhecê-lo pois sua personalidade muda muito rápido e em poucas páginas. Simplesmente não parece estar se tratando do mesmo cara. É claro que muitas vezes nós nos mostramos e parecemos ser algo que não somos realmente, só que acredito que todos vamos mostrando nossa personalidade e nos abrindo com o tempo, certo? Não é algo que acontece de um dia pro outro, eu acho. Por esse motivo Boyle acabou se tornando, pra mim, um personagem quase tão desinteressante quanto Iona.
Também devo dizer que não entendi o propósito do violão aqui. O que Cabhan quer? O poder? Isso é o que o mal sempre deseja. Pelo menos no primeiro volume o motivo aparenta ser bem bobo e sem nenhuma emoção. Espero que ao decorrer da saga isso se desenvolva para mostrar que há algo a mais nisso aí.
Outra coisa que me incomodou bastante foram os diálogos superficiais, principalmente entre o casal. Eles não são aprofundados e geralmente não tratam de algo relevante, não vejo algo nas palavras que possa fazer com que um se apaixone pelo outro, por exemplo.
Eu realmente não queria falar mal de um livro que eu estava tão esperançosa para ler, porém confesso que fiquei bastante decepcionada porque esperava imensamente mais.
Enfim, praticamente tudo parece desconectado e não flui. Não é uma leitura que te prende. Além dos trechos que parecem terem sido jogados na história, de qualquer jeito, que só estão ali porque de alguma forma deveriam estar, mas faltou um contexto ideal para isso.
Contudo, a arte da capa é linda, pelo menos.
Até mais!


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