quinta-feira, 8 de março de 2018

Resenha: Nevernight

Nota: 5/5
Titulo original: Nevernight
Autor:  
Série: As Crônicas de Quasinoite, livro 1
Editora: Plataforma 21
Páginas: 608
Há histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la. 

Quando ela era criança, Darius Corvere - seu pai - foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam "traidor, traidor, traidor"... 
No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram. 
Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha - o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato... O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar.

Nevernight foi um dos livros mais comentado nas do ano de 2017, no Instagram, então eu como uma fã de fantasia, não pude deixar passar não é mesmo? E preciso dizer que me arrependo de não ter lido antes, a história é absolutamente incrível e original, mas o que me cativou logo na primeira página foi a escrita de Jay Kristoff. A narrativa começa como se ele estivesse realmente contando uma história para nós, muitas vezes até interagindo com a gente, o que foi uma surpresa muito agradável. Não sei se esse é um hábito do autor esse tipo de narrativa, mas eu adorei.

Outra coisa que acredito se deva à Jay Kristoff são as notas de rodapés, como é um mundo inteiramente novo para nós, e a personagem principal, Mia, já está inserida nele. Então para nos explicar a dinâmica das coisas, termos, história e nomenclaturas, tudo nas notas de rodapé. Confesso que depois de um certo tempo eu não lia todas, porque fiquei cansada (algumas eram enormes), mas achei muito boa a ideia, pois não interrompe o fluxo da narrativa e da margem para saber muitos mais sobre o universo, se quisermos.

Vamos falar da protagonista, Mia Corvere. Determinada, inteligente, feroz e cruel, sim ela é tudo isso, porém me surpreendi em algumas cenas em que ela se torna completamente sentimental, feminina, justa e piedosa. Eu literalmente amei todas as facetas dela, pois mostra que todos nós temos sombras e que podemos usar elas ao nosso favor sem tirar nossa luz.

A personagem tem um desenvolvimento crescente que acompanha o ritmo dos acontecimentos, sincronia total. Mas como esse é o primeiro livro da saga, vemos somente o início das coisas, porém já deu pra sentir qual vai ser a vibe dela e o que vem pela frente (ou o que achamos, porque surpresas são bem-vindas)
É raro eu ser pega de maneira desprevenida, normalmente acerto o final logo nas primeiras páginas. Porém Nevernight vai te deixar de queixo caído com o final arrebatador, assim como eu fiquei.

Então se você está procurando uma fantasia pra se jogar, aposte nesse livro que ele fará suas emoções virem à tona! Se você já leu, me conta aqui em baixo o que você mais gostou nele!

Até a próxima!


Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB



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