quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Resenha: A Corte de Luz

Nota: 3,8/5
Titulo originalThe Glittering Court
Autor: Richelle Mead 
Série: The Glittering Court, livro 1
Editora: Outro Planeta
Páginas: 400
Nova trilogia da autora que conquistou o mundo com Academia de Vampiros e Bloodlines Elizabeth, condessa de Rothford, foi condenada a um casamento arranjado com um rico – e entediante – comerciante de cevada. Pra fugir desse destino, a garota assume a identidade de uma de suas criadas e foge em uma carruagem em direção à floresta de Adoria. Lá, Elizabeth, que agora atende por Adelaide, é acolhida na Corte de Luz, uma espécie de internato que capacita jovens de baixa renda e as transforma em verdadeiras damas da sociedade. A condessa disfarçada de serviçal sai-se muito bem nas atividades da escola e, em pouco tempo, chama a atenção de Cedric, o filho do dono do lugar. Uma poderosa atração nasce entre Cedric e a misteriosa Adelaide, colocando não só o disfarce da garota em risco, mas também um grande segredo que o rapaz procura esconder a todo custo.
Confesso que esse é um daqueles livros que comprei por causa da autora, porque vamos combinar meus amores, Richelle Mead é Richelle Mead! Mas apesar desse fato, a sinopse me pareceu muito interessante, pois na minha concepção esse livro não se trata de uma fantasia e sim de uma distopia (o que gerou uma certa polêmica em torno dessa confusão). Essa autora é conhecida por suas fantasias, e não por distopias, então resolvi apostar nesse livro quando o comprei na bienal.

E porque ele não é uma fantasia? Bom ele é o primeiro da série Corte de luz (mesmo nome do livro), e tem uma pegada de romance de época, a autora se baseia em alguns fatos históricos reais e os adapta a uma nova realidade e em um mundo que a gente não conhece, incluindo disputas religiosas e territoriais, porém em momento nenhum é visto magia ou seres fantásticos. O que para mim é o fator primordial para caracterizar um livro como fantasia, e como dito em cima é mais do que óbvio que se trata de uma distopia.

Bom, esclarecida essa confusão de qual gênero Richelle Mead resolveu investir nessa história, vamos falar dela! A premissa do livro, a trajetória inicial de Adelaide não é nenhuma novidade para apaixonados por heroínas e romances de época, no entanto ela tem aquele toque inesquecível de uma personagem principal escrito por essa autora, forte, determinada e teimosa numa mistura perfeita.

Esse primeiro volume é uma introdução no mundo, porém não tem partes explicativas, elas vêm naturalmente ao decorrer da leitura, o que torna nossa imersão muito profunda. Em termos de romance eu achei bem fraco se comparado a outros livros da autora, Cedric nosso galã é pra lá de sem graça desde o começo, ele até tenta ser um rebelde motivacional e empolgante, mas não rolou pra mim.

O livro tem um desenvolvimento crescente até o meio, depois decaí muito de qualidade, como é uma série, eu entendo que terá um pós para todos os acontecimentos, porém não serão esse protagonistas, cada uma das amigas de Adelaide terá sua história contada! Então eu realmente fiquei decepcionada com o desfecho dado a essa história, esperava uma coisa muito mais empolgante, e particularmente nem quero ler mais sobre eles no resto da série...

Pra terminar preciso dizer que umas das únicas coisas que caracterizam a narrativa como de Richelle Mead são os personagens secundários que estão sempre lá tramando alguma coisa e aguçando nossa curiosidade ao nível máximo, e eles apesar de serem interessantíssimo e terem sua própria vida com mistérios, não roubam o protagonismo. Até porque serão os protagonistas dos próximos livros da série, o que me deixa muito empolgada para continuar, apesar da decepção que foi o final desse primeiro volume!

O que empolga vocês a continuarem a ler uma série em que o primeiro volume não foi tão bom?

Até a próxima!

Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB



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