Nota: 4.5/5 estrelas
Título original: City of Heavenly Fire
Autor: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais, livro 6
Editora: Galera Record
Páginas: 532
Em Cidade do fogo
celestial, Clary, Jace, Simon e toda a companhia se unem no meio do caos para
enfrentar Sebastian, cujos poderes colocam tudo em risco. E agora, terão que
viajar para outra dimensão para conseguir ter uma chance de impedi-lo. Vidas
serão perdidas e sangue será derramado nesse último volume, onde o próprio
destino do mundo pode ser mudado.
Essa resenha contém spoilers do livro anterior, Cidade das Almas Perdidas, por isso, cuidado com as palavras a seguir.
A duras penas eu consegui chegar ao último volume da saga Os Instrumentos Mortais *slow clap*. Foi uma viagem acompanhar esses personagens que tanto me irritaram (Clary e Jace), assim como me conquistaram (Simon e Magnus, mozões).
Praticamente devorei o livro em dois dias, afinal queria
terminar logo a série para mergulhar em “Dama da Meia-Noite”, mas o fato se deu
mesmo porque a escrita da Cassandra transcorre muito rápido. Um ponto que
sempre me chama a atenção em seus livros, fazendo com que fiquemos tão presos à
narrativa que não vemos as páginas passarem. Mas estou me atendo a
tecnicalidades ao invés da história, portanto vamos seguir com a resenha.
Congratulações são devidas, não somente a mim por ter
finalizado a série, mas à Cassandra também por ter amarrado direitinho o final
de todo mundo. Se bem que ainda estou magoada com o final do Simon, que foi
“escolhido” para sofrer durante toda a saga e claro que isso não poderia faltar
no último volume.
Se antes eu considerava o Sebastian uma caricatura de
vilão, esse livro me mostrou que em questões de execução de planos, ele ganha
de longe do Valentim. Você realmente acredita que ele tem a capacidade de
destruir o mundo e todas suas ações concretizam esse pensamento. Para mim, o
personagem ganhou maior complexidade e profundidade nesse volume, mostrando-nos
seus anseios e justificativas para todos os seus atos. Sua cena final foi uma
facada no coração e tenho certeza de que Cassandra a escreveu para dar aquele básico
soco nos feels.
Após 9 livros, o fato de que ODEIO a Clave só foi ainda
mais cimentado depois dos veredictos que ela toma ao final do livro. De novo e
de novo, ela sempre comete os mesmos erros, e apesar de ser necessária, por
diversas vezes só toma decisões desnecessárias.
Não poderia deixar de reclamar falar sobre nosso
“querido” casal principal: Jace e Clary, as eternas pedras no meu sapato.
Depois de 5 livros é notável a evolução e o amadurecimento da escrita da
Cassandra, que acaba também por refletir em seus personagens. Sim, Clary e Jace
estão mais amadurecidos, a iminência de uma guerra acaba por fazer isso. Onde
antes a impulsividade de Clary reinava, aqui ela está mais branda e
considerando mais as consequências de seus atos, totalmente o oposto de Jace
que continua fazendo o que bem entende e dane-se o resto (tenho ranço desse
moleque).
Um clima tenso e cheio de ação permeia durante todo o
desenvolvimento do livro, onde a autora também aproveitou para nos introduzir
os personagens Emma Carstairs e Julian Blackthorn e sua família, os
protagonistas da próxima trilogia. A adição de suas narrativas nesse último
volume foi feita de maneira coerente e que se mesclasse a finalização da
história de Clary, não parecendo em nenhum momento forçada, mas nos deixando
com uma pulga atrás da orelha a respeito dos conflitos com os quais eles terão
de lidar. Houve também diversas referências a Peças Infernais, cuja história
está interligada aos nossos personagens, trazendo de volta alguns queridinhos
que já tínhamos conhecido anteriormente, por isso é importante já ter lido
Peças antes de Instrumentos para sacar melhor tais referências (e também porque
Peças é 10x melhor que Instrumentos, pois Jem mozão).
Uma coisa é certa, essa série possui os melhores
personagens secundários da vida! Simon, Izzy, Alec, Magnus e tantos outros
acabam nos conquistando por completo (um mais do que outros, sempre) e por ser
a última parte, no quesito emocional eles foram bastante aprofundados, nos
expondo a seus desejos e pensamentos (Izzy e Alec), assim como revelando
algumas verdades (Magnus, ainda estou em choque, se bem que suspeitava).
Apesar de todos os seus altos e baixos é uma saga que
vale a pena conferir, até porque o Mundo dos Caçadores das Sombras é
interessantíssimo e mesmo que você se irrite com o casal principal, tenha
certeza que os outros personagens compensam e muito. Então, não desista e se
possível leia Peças antes!
Digam-me nos comentários a opinião de vocês a respeito
dessa saga.
Beijinhos!




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