Nota: 4/5 estrelas
Título original: The Bane Chronicles
Autor: Cassandra Clare, Sarah Rees Breenan, Maureen Johnson e
Cassandra Jean
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Nesta edição
ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus
Bane, das aclamada séries de Cassandra Clare. Entre escapadas no Peru e
resgates reais na Revolução Francesa, acompanhe fragmentos da vida do
enigmático mago ocorridos em diversos países e períodos históricos, com
aparições de figuras conhecidas como Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de
Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais.
As Crônicas de Bane nos dá um novo retrato a respeito
desse personagem cuja presença é tão notável que por muitas vezes acaba
roubando a cena e ofusca os protagonistas. Em 11 contos, vamos saber mais sobre
o passado de Magnus, certos incidentes que chegaram a ser mencionados nos
livros e acima de tudo, ganhar um insight
melhor sobre seus pensamentos e sentimentos. Nem todos os contos me foram tão
interessantes, enquanto outros terminaram deixando aquele gostinho de “quero
mais”, por isso separei-os em positivos e negativos.
Começando pelos contos positivos temos: Vampiros,
bolinhos e Edmund Herondale e O correio de voz de Magnus Bane, que
foram 4 estrelas. Amei ver como os pais de Will se conheceram e ficaram juntos,
mesmo que tenha havido sacrifícios. Desde já os homens dessa família eram
propensos a autodestruição e ao drama. Enquanto que no correio de voz só digo
que Izzy é a melhor irmã que existe.
Com 5 estrelas temos O herdeiro da meia-noite e Salvando
Raphael Santiago. No primeiro foi maravilhoso poder rever o trio Will,
Tessa e Jem e conhecer o jovem James Herondale, que é ainda mais dramático que
seu pai e que eu adoraria saber um pouco mais. Já em Salvando Raphael Santiago,
foi uma grata surpresa saber como ele se tornou um vampiro e o seu envolvimento
com Magnus, que ficou ainda melhor com a maneira sarcástica que ele tratava o
feiticeiro. Junto a isso temos uma grande amizade entre Ragnor e Raphael que se
unem para tirar sarro das peripécias de Magnus, proporcionando ótimas gargalhadas.
E os 2 contos que favoritei não poderiam deixar de ser O que
comprar para o Caçador de Sombras que já tem tudo (mas que você não está
namorando oficialmente) e Os rumos do amor verdadeiro (e os primeiros
encontros), que só concretizaram o fato de Magnus e Alec serem o melhor
casal que já existiu nessa série. O desespero do Magnus ao não saber o que dar
para Alec nem onde levá-lo num encontro, mesmo tendo séculos de existência, nos
mostra que ele ainda não sabe lidar direito quando o assunto é amor, expondo
seus medos e anseios quando encontra alguém que pode merecer seu coração. Unido
a essa vulnerabilidade que ele demonstra, há também Ragnor Fell que não perde
uma oportunidade de se divertir à custa do amigo; um dos piores erros que
Cassandra Clare foi não incluí-lo na série.
Já no quesito dos contos negativos temos: O que
aconteceu no Peru, A Rainha fugitiva e Ascensão
do Hotel Dumort, que dei 2 estrelas já que seu conteúdo não me foi tão
relevante assim e cujo propósito no livro pareceu mais para “encher linguiça”
do que outra coisa. Neles, vários nadas acontecem, a não ser nos mostrar um
Magnus mais “jovem” que só procurava por uma nova diversão ou amor. Enquanto A
queda do Hotel Dumort e A última batalha do Instituto de Nova York
receberam 3 estrelas, tendo um tom mais dark e sério, nos mostrando um Magnus
mais consciente de seu papel como feiticeiro e protetor do Brooklyn, assim como
profundamente magoado por Camille.
Mesclando humor e seriedade, o livro nos mostra diversos
momentos da existência de Magnus e as pessoas que acabaram por moldá-lo em quem
ele se tornou hoje. Com belíssimas ilustrações ‘As Crônicas de Bane’ é um belo
investimento para os fãs da saga que desejavam saber mais sobre esse personagem
com um passado tão peculiar e excêntrico.
E qual é a opinião de vocês sobre esse personagem?
Beijinhos!




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