Titulo original: Symptoms of Being Human
Autor: Jeff Garvin
Tradutor: Guilherme Miranda
Tradutor: Guilherme Miranda
Editora: Plataforma 21
Páginas: 400
“A primeira coisa que você vai querer saber sobre mim é: sou menino ou menina?”
Riley Cavanaugh é um ser humano com muitas características: perspicaz, valente, rebelde e… gênero fluido. Em alguns dias, se identifica mais como um menino, em outros, mais como uma menina. Em outros, ainda, como um pouco dos dois. Mas o fato é que quase ninguém sabe disso.
Depois de sofrer bullying e viver experiências frustrantes em uma escola católica, Riley tem a oportunidade de recomeçar em um novo colégio. Assim, para evitar olhares curiosos na nova escola, Riley tenta se vestir da forma mais andrógina possível. Porém, logo de cara recebe o rótulo de aquilo.
Quando está prestes a explodir de angústia, decide criar um blog. Dessa forma, Riley dá vazão a tudo que tem reprimido sob o pseudônimo Alix.
Numa narrativa em que o isolamento é palpável a cada cena, Jeff Garvin traça um poderoso retrato da juventude contemporânea. Somos convidados a viver a trajetória de Riley e entender o quê, afinal, significa ser humano.
‘Todos, nenhum: simplesmente
humano’ foi um livro que me pegou pela mão e só me deixou ir quando havia
acabado. Ironicamente, foi nesse momento que eu mais queria que ele ficasse, pois,
livros bons assim não queremos que cheguem ao fim nunca.
Primeiramente, o livro fala
sobre Gênero Fluido, que para quem não sabe o que é, são pessoas que não
pertencem exclusivamente a um único gênero. Às vezes se identificam como
masculino, outras vezes como feminino, e outras, ainda, como uma combinação de
ambos (definição que tirei do próprio livro, que vem com um ‘Saiba mais’ no
final dele, com várias terminologias muito interessantes, vale ressaltar)
Como se ser gênero fluido já
não deixasse a vida complicada na sociedade em que vivemos, Riley ainda tem que
encarar o fato de seu pai ser um político da bancada conservadora. Já viu o
problema aí certo? Vamos somar mais aos acontecimentos desagradáveis, uma
grande ansiedade e o fato de ninguém saber que Riley é gênero fluido. Assim, vemos
como Riley tem que lidar com as coisas ao seu redor e o preconceito alheio.
Uma coisa que me marcou
muito nesse livro e quefoi o grande ‘BUM’, é o fato de eu não conseguir saber,
pela leitura, qual é o sexo de nascimento de Riley, ressaltando ainda mais o
cuidado do autor e do tradutor nas falas dos pais ou até mesmo na postura deles
principalmente, de não nos mostrar isso. Ainda mais com a língua portuguesa que
marca até o gênero das palavras, a equipe editorial realizou um trabalho
incrível na revisão e tradução, para que o sentido das coisas não se perdesse,
só lendo para compreender melhor, porém já te garanto um trabalho formidável
por parte deles.
Afinal, o que muda na história
nós sabermos o sexo de nascença de Riley, ele não se identifica como ele toda
hora, pois é gênero fluido, então o cuidado do autor em pensar nisso realmente
deve ser aplaudido de pé, ainda mais se levarmos em conta que é seu primeiro
livro. Parabéns Jeff Garvin ^-^.
Agora sobre Riley, devo
dizer que foi bom me apegar a alguém que tem sensibilidade e empatia. Sim,
muita empatia, alguém que está sofrendo, mas mesmo assim está cuidando dos
outros, está cuidando de si e tentando ser uma pessoa melhor.
‘Todos, nenhum: simplesmente
humano’ sem dúvidas é um livro que vai te fazer refletir mil coisas na sua
vida, pois ele o fez comigo. É uma leitura fácil, é didático e instrutivo, mas
com personagens cativantes e divertidos, nos apresentando de várias formas
possíveis um mundo mais plural, mas sem deixar de fora uma realidade sofrida
que a sociedade impõe aqueles que não seguem seus padrões.
Não posso falar muito mais
para não quero entregar mais nada, porém é um YA fantástico, com uma temática
absurda e uma história doce. Abram seus corações e deem
uma chance.
Comente aqui um livro que
você daria a todos do mundo para aumentar a diversidade.
XOXO.


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