quinta-feira, 5 de abril de 2018

Resenha: Crave a Marca

Nota: 5/5
Titulo original: Carve The Mark
Autor: Veronica Roth
Série: Crave a Marca, livro 1
Editora: Rocco
Páginas: 480
Em um planeta onde a violência e a vingança imperam, em uma galáxia onde alguns são afortunados, todos desenvolvem habilidades especiais – o dom-da-corrente – um poder único para moldar o futuro. Enquanto a maioria se beneficia desses dons, Akos e Cyra não. Seus dons-da-corrente os tornam vulneráveis ao controle dos outros.

Será que vão conseguir recuperar o controle de seus dons, de seus destinos e das próprias vidas, e ainda instaurar o equilíbrio de poder no mundo?
Cyra é irmã de um tirano brutal que governa o povo de Shotet. Os dons especiais da jovem causam dor, mas trazem poder – algo explorado por seu irmão, que a usa para torturar seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma na mão do irmão: ela tem uma resistência fora do comum, o raciocínio rápido e é mais esperta do que ele imagina. Akos vem de Thuvhe, a nação amante da paz, e a lealdade à sua família não tem limite.
Mesmo protegido por um dom especial incomum, Akos não evita que ele e seu irmão sejam capturados por soldados inimigos shotet. Akos se desespera e quer resgatar o irmão vivo, não importa a que custo. Quando Akos é empurrado para o mundo de Cyra, a inimizade entre seus países e famílias parece intransponível. Acreditando ser a única saída, Akos decide se unir a Cyra. Uma união que pode resultar na sobrevivência – ou na destruição de ambos…
Numa narrativa eletrizante, no viés de Star Wars e Divergente, Veronica Roth explora – com equilíbrio e pungência – a história de um jovem que faz uma aliança com o inimigo para escapar da opressão que governa sua vida. Juntos, partem em busca de seus únicos objetivos: para um, a redenção; para o outro, a vingança.
Fiquei muito apreensiva em ler Cave a Marca por conta da autora, Veronica Roth, mesma autora da trilogia Divergente. Trilogia essa que não terminei, li somente os dois primeiros volumes (que gostei muito), mas o terceiro eu fiquei sabendo de muitos spoilers que me desestimularam e acabei não lendo, pois não gostei do final.

Porém, que grande surpresa foi esse livro, eu li sem muitas expectativas iniciais e me surpreendi. Temos dois personagens principais fortes e maravilhosos, muitos personagens secundários importantes, uma história original construída com muitas referências sutis a outras.

Cyra é impressionante, uma personagem feminina completamente original, ela tem cicatrizes externas e internas. A dor pulsa no coração dela, mas isso não a deixa fraca, ao contrário, deixa ela cada dia mais forte sem que ninguém perceba isso. O crescimento de Cyra durante a narrativa é muito gostoso de ser observado, como o véu vai caindo de seus olhos e ela começa a perceber o mundo a sua volta, que até então não era importante.

Akos é um protagonista perseverante, que não perde a esperança em nenhum momento. Apesar de não ser o mais forte por dentro nem por fora, ele é de uma sensibilidade inimaginável. O modo como ele vai se envolvendo na cultura shotet é muito bonito.

Esse livro pra mim foi mais do que uma ficção científica misturada com fantasia e um toque de romance. Crave a Marca fala sobre preconceito, aceitação, integração, culturas, tolerância e amizade. É uma história incrivelmente eletrizante que te prende desde as primeiras palavras até as últimas, e quando acaba ficamos ansiosos para saber o que vai acontecer depois de tudo que rolou durante a narrativa.

Não foi um livro com muitas surpresas, desde o início temos uma ideia do que vai acontecer no panorama geral, mas a escrita da autora torna tudo tão envolvente que não ligamos para surpresas.

Vocês gostam de livros que não tem muitas surpresas, mas são envolventes?

Até a próxima!


Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB



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