quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Resenha: Dias de Despedida

Nota: 4/5
Titulo original: Goodbye Days
Autor: Jeff Zentner
Editora: Seguinte
Páginas: 392
"Cadê vocês? Me respondam."
Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele. Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto. Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?
Dias de Despedida é um livro sensível, que pelos olhos de Carver, Jeff Zentner vai falar sobre luto de uma forma gentil, se isso é possível.

Na sinopse sabemos que Carver acaba de perder seus melhores amigos, como encarar o mundo após perde-los? Muitos livros que eu já li, trataram uma perda, mas tantas de uma vez, em uma idade tão jovem, foram tão poucos, ainda mais com tanta culpa envolvida.

A história já começa com a morte ali, direta e certeira. Você, leitor, não espere ver unicórnios, e momentos encantados nessa leitura. Você vai ver muita luta, acusação, desespero, medos e autoconhecimento.

Para mim um dos momentos mais difíceis da leitura, são as memórias. Os fashbacks além de necessários para nós conhecermos quem era a trupe do molho de tomate, são cruéis. Eles, os flashbacks, fazem nos apegar à personagens que já estão mortos, e isso foi uma das coisas que mais impactaram durante a leitura.

Outro ponto alto da leitura para mim, foi o Dr. Mendez, muitas vezes quando um livro põe um psicólogo, a forma que eles são retratados ou mencionados não me parecem adequadas, mas Jeff Zentner não peca nesse ponto, trazendo um suporte maior para toda aquela mensagem que ele queria passar.

Acredito eu que cada pessoa que ler Dias de Despedida vai ser tocado de uma forma diferente. Sem dúvidas esse livro merece o prêmio que ganhou.

Apesar de ter terminado a leitura com uma sensação de “esperava mais da história” não posso tirar o mérito de uma narrativa que sabe falar tão bem de luto e culpa, ainda mais para jovens de uma forma tão delicada.

Gostos a parte, recomendo a todos, que em um momento bom e reflexivo, leiam o livro, e aqueles que não conseguem lidar com esse tema se respeitem e não o façam.

OBS: Na Flipop de 2018 o autor afirmou que Dr. Mendez foi inspirado em seu amigo Benjamin Alire Sáenz autor de Aristóteles e Dante descobrem ossegredos do universo.

Comentem aqui um livro que apesar de não ser o seu favorito te ensinou muita coisa.

XOXO.


Onde achar: AMAZON / CULTURA / SARAIVASUBMARINO
Outras opiniões: GOODREADS / SKOOB

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